Cratera de Pinheiros: Dez anos de impunidade

A maior tragédia do metrô continua impune. A Justiça inocentou os 14 réus do caso da cratera do metrô, acidente que deixou sete mortos em 2007 nas obras da estação Pinheiros da Linha 4-Amarela. Há suspeitas de pagamento de propina a promotor de Justiça para favorecer as empreiteiras nas apurações.

Em outubro de 2016, a Justiça de SP decidiu que não existem responsáveis pela cratera que se abriu, em janeiro de 2007, durante a construção da estação Pinheiros da Linha 4-Amarela, quando sete pessoas morreram. A Linha 4 é a única construída e administrada por empresas privadas no metrô de São Paulo.

O consórcio responsável pela obra era formado pelas empresas Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, todas envolvidas em escândalos de corrupção. Documentos apreendidos pela Polícia Federal apontam a suspeita de pagamento de propina a promotor de Justiça para favorecer essas empresas nas investigações.

O buraco de Pinheiros é a imagem da privatização do metrô. Os(as) trabalhadores(as) estão vigilantes na apuração do acidente e cobram transparência e punição dos culpados.