O desmonte do metrô

Terceirizações e privatização causam demissões, salários menores e queda na qualidade dos serviços

Há muito tempo denunciamos os ataques que os governos do PSDB promovem no metrô de São Paulo. Ao longo de quase 3 décadas, os consecutivos governos tucanos realizam um verdadeiro desmonte do patrimônio público, precarizando o transporte e as condições de trabalho. Apenas a luta organizada dos trabalhadores pode barrar estes ataques

No mês de junho o Metrô realizou a entrega das bilheterias da Linha 5-Lilás para empresa terceirizada com salários menores que o salário mínimo. A ideia do governo Alckmin é estender a todas as estações e isso ameaça nossos empregos e direitos. A política de terceirização de Alckmin visa a redução de salários – com a perda da quebra de caixa e adicional por risco de vida – e demissões, com a possível eliminação de 1200 postos de trabalho do quadro atual.

A terceirização das bilheterias é só o começo. Operadores de Trem, Agentes de Segurança, Manutenção e Administração são os próximos alvos da terceirização que visa acabar com a categoria metroviária.

Caso tenham sucesso com as terceirizações e privatização, as demissões, a redução de salários e o fim dos direitos dos trabalhadores se tornarão uma realidade. Isso ocorre porque as empresas visam o lucro ignorando as necessidades do povo e dos funcionários.

O Sindicato realizou atos (ver pág. 4) e está tomando providências jurídicas que buscam reverter essas medidas, que na prática representam um retrocesso das condições de trabalho. Além disso os trabalhadores estão há meses em luta contra as reformas do governo Temer, que aprofundam e ampliam os efeitos da crise. É somente com a luta unificada que poderemos evitar maiores perdas. Não podemos parar de lutar, é hora de garantir nossos empregos e direitos!

Um retorno ao século passado

Nos anos 1990, quando o Brasil atravessava uma grave crise, a solução apresentada pelos economistas conservadores era a privatização e desestatização. Argumentavam que era necessária uma diminuição da participação do Estado com a desculpa de modernização, mas nada mais era do que a entrega de bens e setores estratégicos à iniciativa privada. Dessa maneira o governo FHC entregou, a preço de banana, empresas de transportes, telecomunicações, siderurgia, energia elétrica entre outras.
Nesse período foram aprovados planos de desestatização e privatizações em diversos estados e municípios, como em SP. Desde então os governos que seguiram deram continuidade às práticas. No transporte assistimos ao fim da empresa pública CMTC, responsável pelo transporte rodoviário, o desmonte da ferrovia, das energéticas e os ataques ao metrô público.
No caso dos ônibus a privatização total do sistema resultou na perda de qualidade com superlotação, demissões em massa, tarifas altas e baixo índice de aprovação da população. No sistema ferroviário os problemas são frequentes: toda manutenção, parte da segurança e outros serviços como da limpeza foram terceirizados e, com isso, a queda da qualidade é contínua e alarmante.

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