Os metroviários sabem que a terceirização
dos serviços em algumas áreas do Metrô têm o objetivo de privatizar,
aos poucos, todo o sistema.
Com a privatização teremos mais demissões,
sucateamento do metrô e o aumento das tarifas.
Na última sexta-feira, conquistamos uma
vitória importante com a revogação do processo de licitação da
bilhetagem eletrônica (Metropass), diante da pressão que o Sindicato
desenvolveu na Assembléia Legislativa do Estado com o apoio dos
deputados estaduais Ana Martins, Candido Vaccarezza, Enio Tato, Mario
Reali, Nivaldo Santana, Simão Pedro Chiovetti, Zico Prado.
Os deputados encaminharam uma carta ao
Presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, levantando
alguns pontos da concessão do Metropass que ferem o interesse público
e o princípio da legalidade, como a falta de autorização legislativa
para a concorrência. Para evitar mais um fiasco do governo Alckmin, o
Metrô revogou o processo de licitação do Metropass.
Esta vitória importante demonstra que o
Sindicato está atuando com acerto no envolvimento de toda a sociedade
contra a privatização do metrô. Mas é necessário avançar ainda mais na
luta para acabar com a política de sucateamento da empresa, que reduz
o horizonte profissional da categoria e compromete a qualidade dos
serviços oferecidos aos usuários.
Para enfrentar a política neoliberal, o
Seminário da Diretoria apontou como eixo central das nossas
mobilizações uma ampla campanha contra a privatização e terceirização
do Metrô, para envolver diversos segmentos sociais.
O êxito da campanha conta com a unidade da
categoria para pôr abaixo essa política de ataques contínuos aos
direitos e conquistas de todos, com estratégias de ação direta dos
metroviários nas áreas, através de reuniões setoriais, e nas ruas para
dar visibilidade na luta com passeatas e atos públicos.