O governo do estado intensificou sua
intenção de privatizar o Metrô, principalmente após a campanha
salarial de 2003 quando tentou desmoralizar os metroviários e o
Sindicato com declarações mentirosas na mídia.
Após este episódio, tomou vulto os
ataques setorizados, tentando dividir a categoria, achado que não
haveria reação coletiva na defesa dos direitos de cada metroviário
e, ao mesmo tempo, desgastar o Sindicato que teria que abrir
diversas frentes de lutas para garantir a manutenção dos direitos e
conquistas obtidas com muita luta ao longo dos anos.
O governador também previa o desgaste do
Sindicato na opinião pública, pois pensava que criaríamos uma
antipatia às nossas reivindicações ao solicitar o apoio dos usuários
nas nossas lutas. O governador esqueceu que a opinião pública é
composta por trabalhadores que sofrem com as mazelas da política de
exclusão e marginalização imposta pelo PSDB nos últimos dez anos.
Sabemos que o poder de ofensiva do
governo do estado é grande e os metroviários têm a dimensão da luta
em defesa do metrô público, estatal, de qualidade e com tarifa
acessível.
Por isso, a categoria tem consciência de
que não pode enfrentar esta batalha sozinha, precisamos de aliados,
manter a unidade e mobilizar a opinião pública com informações que
demonstrem que o nosso objetivo é coletivo e social, e não uma luta
corporativa.
Precisamos mostrar que o que esta em
jogo é o futuro da cidade. Defender o Metrô é combater o caos, é
garantir o acesso a um transporte mais humano e socialmente justo, é
impedir o mercantilismo na locomoção dos usuários.
Por todos estes motivos, devemos estar
na frente de uma ampla campanha de mobilização, que envolva a
sociedade civil organizada, parlamentares, Ong’s e todos que amam
esta cidade.
Esta é a maior responsabilidade que
temos no momento, pois sabemos o que representa o metrô para a
cidade de São Paulo e para cada um de nós que ajudamos a consolidar
o melhor serviço público disponível para a população..
* Edson Guimarães (Magrão) – AE 3,
BTO