O Sindicato realizou o Seminário da
Diretoria nos dias 25 e 26 de fevereiro em Ibiúna.
Na manhã da sexta-feira o destaque foi o
nível do debate sobre a conjuntura internacional e nacional entre
Nivaldo Santana (deputado estadual do PCdoB), Dirceu Travesso (da
direção nacional do PSTU) e o diretor do Sindicato Eduardo Pacheco que
substituiu o deputado Simão Pedro, do PT.
Após o almoço o debate sobre a reforma
sindical também foi intenso. Altamiro Borges (jornalista), falou sobre
a necessidade da reforma, avaliou a conjuntura política nacional e
internacional em que estão inseridas as ameaças aos direitos
trabalhistas, como foram os debates no Fórum Nacional do Trabalho,
suas preocupações com alguns pontos onde predomina a lógica liberal,
ponderou que a proposta dividiu a diretoria executiva da CUT e
concluiu convocando os metroviários para lutar contra a reforma
sindical.
João Oliveira (Secretário Geral da
CUT-SP), considerou que houve avanços significativos para a
organização dos trabalhadores na reforma sindical, como o
reconhecimento legal das centrais e critérios rigorosos para
dificultar a criação dos sindicatos “fantasmas”, que existem só para
arrecadar o imposto sindical. No final, da sua defesa, João disse que
a CUT-SP vai realizar plenárias nas 17 subsedes cutistas para debater
o texto da reforma sindical. As plenárias estão previstas para ocorrer
entre os dias 12 e 14 de abril.
Welington Luiz Cabral (Conselho Fiscal da
CUT Nacional), afirmou que o texto deve ficar com uma redação pior
após a votação no Congresso Nacional e apontou a unidade de todos os
setores da sociedade organizada como a única forma de barrar a
reforma.
No final do debate, o presidente da
Federação Nacional dos Metroviários, Wagner Fajardo, apresentou uma
proposta de resolução sobre a reforma sindical, que foi votada e
aprovada por ampla maioria, com apenas quatro votos contrários.
No dia 26, sábado, a diretoria do
Sindicato debateu as estratégias da campanha contra a terceirização e
privatização no Metrô, avaliou os recursos financeiros necessários
para a campanha salarial, definiu um plano de luta em defesa dos
direitos e conquistas de todos os metroviários e aprovou o rodízio na
diretoria.
Fotos: Herculano Falcão