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Nº 468 - 03/03/2005

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Seminário da diretoria

Debate da conjuntura internacional e nacional, sobre a reforma sindical e as lutas da categoria, contou com vários convidados e mobilizou toda a diretoria do Sindicato


O Seminário da Diretoria do Sindicato apontou a luta contra a reforma sindical, a defesa dos direitos e conquistas, a campanha salarial e o combate ao processo de terceirização e privatização do Metrô como os maiores desafios da categoria em 2005

O Sindicato realizou o Seminário da Diretoria nos dias 25 e 26 de fevereiro em Ibiúna.

Na manhã da sexta-feira o destaque foi o nível do debate sobre a conjuntura internacional e nacional entre Nivaldo Santana (deputado estadual do PCdoB), Dirceu Travesso (da direção nacional do PSTU) e o diretor do Sindicato Eduardo Pacheco que substituiu o deputado Simão Pedro, do PT.

Após o almoço o debate sobre a reforma sindical também foi intenso. Altamiro Borges (jornalista), falou sobre a necessidade da reforma, avaliou a conjuntura política nacional e internacional em que estão inseridas as ameaças aos direitos trabalhistas, como foram os debates no Fórum Nacional do Trabalho, suas preocupações com alguns pontos onde predomina a lógica liberal, ponderou que a proposta dividiu a diretoria executiva da CUT e concluiu convocando os metroviários para lutar contra a reforma sindical.

João Oliveira (Secretário Geral da CUT-SP), considerou que houve avanços significativos para a organização dos trabalhadores na reforma sindical, como o reconhecimento legal das centrais e critérios rigorosos para dificultar a criação dos sindicatos “fantasmas”, que existem só para arrecadar o imposto sindical. No final, da sua defesa, João disse que a CUT-SP vai realizar plenárias nas 17 subsedes cutistas para debater o texto da reforma sindical. As plenárias estão previstas para ocorrer entre os dias 12 e 14 de abril.

Welington Luiz Cabral (Conselho Fiscal da CUT Nacional), afirmou que o texto deve ficar com uma redação pior após a votação no Congresso Nacional e apontou a unidade de todos os setores da sociedade organizada como a única forma de barrar a reforma.

No final do debate, o presidente da Federação Nacional dos Metroviários, Wagner Fajardo, apresentou uma proposta de resolução sobre a reforma sindical, que foi votada e aprovada por ampla maioria, com apenas quatro votos contrários.

No dia 26, sábado, a diretoria do Sindicato debateu as estratégias da campanha contra a terceirização e privatização no Metrô, avaliou os recursos financeiros necessários para a campanha salarial, definiu um plano de luta em defesa dos direitos e conquistas de todos os metroviários e aprovou o rodízio na diretoria.

 

 

Fotos: Herculano Falcão

 
 
 
 
 
 

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