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Nº 471 - 13/04/2005

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Espaço Aberto

Século XXI - Um basta para o preconceito no Metrô

Há 16 anos fui empregado da Cia do Metropolitano. Porém em novembro de 2004 fui demitido. Quando recebi o telegrama de demissão encontrava-me em afastamento médico por ter sofrido um acidente dentro da Cia. Devido à pressão que vem sendo imposta pela atual direção, na ocasião do acidente não me afastei do trabalho. Após solicitar informalmente ao GRH e ao GSI explicações sobre a minha demissão, não obtive resposta e segui o procedimento, emitindo o recurso administrativo.

Para a minha surpresa, até o Diretor Administrativo se colocou soberano à Lei e indeferiu meu recurso, não me deixando outra alternativa a não ser a de procurar um advogado.

Em 20/01/05 foi a primeira audiência. Fiquei feliz por meus amigos se negarem a testemunhar contra mim, salvo o Sr. Alves, que prontamente se ofereceu para prestar depoimentos a favor da empresa.

Confesso que fiquei preocupado, pois ele poderia usar de má fé para me prejudicar. Porém foi a minha melhor testemunha, não desmerecendo o depoimento do meu coordenador e do supervisor que ora trabalha comigo, que foram muito corajosos, pois diante de tanto terrorismo em nossa gerência não se intimidaram e testemunharam a meu favor.

Quando a Juíza perguntou ao Alves qual o motivo da minha demissão, ele respondeu que fui demitido por quebra de confiança. A Juíza não entendeu e solicitou que ele explicasse melhor. Ele detalhou que a quebra de confiança se deu devido ao vereador ter solicitado ao presidente da Cia. uma promoção para mim, complementando ainda que a promoção não saiu por eu ter dito que ele e o gerente da GSI estavam me perseguindo, ficando claro que minha demissão foi por perseguição.

Devido o ocorrido na audiência, o gerente da GSI ficou indignado. Em reunião com os supervisores no dia 28/01/2005 ele me chamou de “perninha”, fazendo referência pejorativa ao acidente que sofri. Diante de mais uma atitude inescrupulosa, solicitei a abertura de um processo criminal no Juizado Especial de Pequenas Causas contra ele, para reparação de danos morais.

Gostaria de deixar claro que o valor da ação é irrisório pelos danos morais que sofri, pois o principal interesse é a sua condenação. Só assim ele perceberá que não pode expor pessoas de forma irresponsável e preconceituosa.

Companheiros, por muitas vezes me acovardei, tive medo de represália, porém resolvi ocupar este espaço para denunciar as mazelas que vêm ocorrendo na atual administração, e ressalto que tal informação foi entregue ao governador Geraldo Alckmin no dia 19/02/2005.

Nós metroviários, que nos dedicamos à esta empresa, não podemos permitir que as chefias nos tratem com desrespeito, nem tão pouco nos intimidem com atitudes arbitrárias que caracterizam o assédio moral.

*Maurício Alves, ex-metroviário

 

 
 
 
 
 
 

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