Editorial:
Mobilizar para promover mudanças
Na última
terça-feira, 21/6, a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), da qual
fazem parte a CUT, UNE, o MST e demais entidades, iniciou suas
investidas para organizar a luta em defesa dos avanços e progressos
representados pelo governo popular do presidente Lula, em um cenário
em que a oposição se mantém a todo instante concentrando esforços para
intensificar a crise política no país, com apoio da burguesia e da
maioria dos veículos de comunicação.
A elaboração da
“Carta ao povo brasileiro”, um manifesto político que propaga a defesa
do atual governo, o rígido combate à corrupção, uma reforma política
que fortaleça a democracia e os partidos políticos, e a efetiva
implantação de mudanças, principalmente na economia, foi a primeira
das iniciativas que devem ser tomadas para impedir a ascensão destas
forças neoliberais.
Neste manifesto, a
CMS deixa clara a urgência de serem efetivadas mudanças na política
econômica brasileira, com a redução dos juros e diminuição do
superávit primário, como forma de encaminhar o país aos rumos do
desenvolvimento sustentável, com investimentos na área social e de
infra-estrutura, conseqüentemente, elevando a qualidade de vida da
população, com a geração de empregos e distribuição de renda.
O governo Lula nos
oferece esta possibilidade, e é justamente aí que está o estímulo para
barrarmos a oposição conservadora e permitirmos que as mudanças sejam
efetivadas. Este não é o momento de nos mantermos isentos. É chegada a
hora de sairmos às ruas e demonstrarmos à oposição neoliberal que suas
manobras para desmoralizar o governo foram em vão e que temos a
experiência e convicção do quão traumatizante seria ter o retorno dos
conservadores ao governo central.
Portanto, a ação
organizada e intensa dos trabalhadores, entidades que os representam e
movimentos sociais torna-se determinante para impedir esta ação
golpista, apoiando o governo do único presidente operário de nossa
história, para conquistarmos a formação da sociedade justa e
democrática que pleiteamos.