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Nº 476 - 10/08/2005

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Pendências da Campanha Salarial

A luta não acabou

 

 

  

 


Assembléia que obrigou o Metrô a apresentar uma terceira proposta de PR para São Paulo não parar.

Tudo começou quando encerramos a campanha salarial deste ano, no dia 1º de junho. Em mesa de negociação, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o Metrô se comprometeu a encerrar as negociações das pendências da campanha em 60 dias. Porém, até o final de julho, o Metrô não viabilizou a negociação. Este foi o motivo da mobilização da categoria em defesa de seus direitos. As reivindicações eram:

Participação nos Resultados (PR), com base em uma folha de salário nominal, de forma linear e em uma única parcela;

Adicional de Periculosidade para todos os metroviários que trabalham em área de risco, inclusive na Linha 5 – Lilás;

Escala 4x2x4, com jornada de 36h para todo o tráfego; e escala, jornada e condições de trabalho iguais para todos na GOP;

Movimentações pendentes, como forma de regularizar funções e remunerações dos metroviários que, a partir de seu aperfeiçoamento, passaram a desempenhar tarefas mais complexas;

Concursos Internos, com critérios pré-discutidos com o Sindicato, evitando a criação de condições diferenciadas de trabalho para a mesma função, como iria acontecer com os que prestaram o concurso 006/2005 para OT’s, que aumentava para 40h a jornada de trabalho;

Elaboração do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) necessário, principalmente, para garantir a aposentadoria especial, àqueles que trabalharam em área de risco;

Função do OE em todas as linhas, com o objetivo de não sobrecarregar os SL’s, e também manter a qualidade na prestação de serviço aos usuários.

A primeira assembléia, realizada dia 19/7, já definiu como forma de luta a realização de setoriais, distribuição do Jornal do Usuário, estado de greve e paralisação a partir de 4/8.

Já no dia 1º de agosto, data em que expirou o prazo para a empresa fazer valer a sua palavra, o Sindicato participou de uma audiência de conciliação com o Metrô que, para piorar a situação, afirmou que não pagaria a PR, por entender que o prazo relativo ao período de 01/08/04 à 31/07/05 já havia se esgotado, e por isso não teria que negociar.

No dia seguinte, o Metrô deu mais uma demonstração de desrespeito para com os metroviários e o Sindicato ao divulgar um comunicado diretamente nas áreas, apresentando uma proposta de pagamento da PR que não atendia aos anseios da categoria, somente para desmobilizá-la.

Mas o que aconteceu foi o contrário. Os metroviários perceberam a manobra e rejeitaram a proposta, assim como também a segunda enviada na tarde do dia 3/8. Não fosse o Metrô recuar e apresentar uma terceira proposta de pagamento da PR, a cidade teria parado.

Suspensa a greve e mantida a mobilização da categoria em defesa das demais pendências da campanha, no dia 4/8, o Sindicato e o Metrô participaram de mais uma audiência de conciliação no TRT, onde a empresa apresentou uma proposta que contemplou parcialmente as reivindicações da categoria, já que a própria se comprometeu a apresentar laudos técnicos com estudo referente à periculosidade das funções de SL’s, CST’s e OT’s da Linha 5; a manter a escala 4x2x4 para as áreas de tráfego das Linhas 1 e 3, e também para os metroviários que prestaram o concurso 006/2005, desde que seja estabelecida uma escala de reforço que, combinada com a 4x2x4 atenda as necessidades operacionais dos finais de semana. Quanto à PR, a importância que será paga é de R$ 2.600,00 em três parcelas: R$ 800,00 no dia 08/08; R$ 900,00 em 18/11 e R$ 900,00 em 20/02/06. Também ficou assegurada a assinatura do acordo da campanha salarial de 2005 até o dia 12/8, sendo que já temos uma audiência nesta mesma data, às 13h30, no TRT, para discutir divergências, caso ocorram.

Diante dos fatos, os metroviários encerraram a campanha, mas continuam atentos, mobilizados e organizados para continuar na defesa das questões que ainda não foram resolvidas e combater qualquer ataque às suas conquistas e direitos.

 
 
 
 
 
 

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