Editorial
Trabalhadores da
América Latina unidos
Além de uma propícia oportunidade para que os metroviários do Brasil
realizassem debates sobre a situação do país, traçando ações para que
a categoria garanta seus direitos, o 2º Congresso Nacional dos
Metroviários representou a integração dos trabalhadores metroviários
da América Latina.
Delegações do
Chile, Venezuela, Argentina e Cuba participaram do evento,
possibilitando a troca de experiências e busca de soluções para os
problemas que prejudicam a categoria e os cidadãos destes países. Por
mais que Cuba não conte com o transporte metroviário, o companheiro
Sotero Labrador relatou o quanto o povo sofre com a falta de
estruturação do sistema de transporte cubano, fruto do embargo
criminoso imposto pelos EUA, há meio século.
No movimento
sindical, o objetivo da luta nestes países é o mesmo: garantir a
defesa e ampliação de conquistas dos trabalhadores e combater o
neoliberalismo que, representado pelos EUA, não demonstra sinais de
arrefecimento.
Para todas as
delegações estrangeiras presentes é unânime a idéia de que os
trabalhadores têm que aprimorar sua organização, mantendo-se
mobilizados e em unidade para podermos nos defender de ações como a
que golpeou os venezuelanos, quando a oposição a Hugo Chávez suspendeu
o abastecimento de petróleo para o seu próprio povo. Neste momento,
quem socorreu a Venezuela foi o governo Lula, que ordenou o envio de
navios da Petrobrás para aquele país, reconhecendo a natureza do golpe
e apoiando o governo revolucionário bolivariano.
Certamente, Lula
foi o protagonista da otimização das relações entre os
latino-americanos, fato este que os próprios estrangeiros ressaltam em
suas intervenções, reconhecendo que uma derrota da esquerda no Brasil,
significará um revés em toda a América Latina, com graves
conseqüências para a humanidade.
Articulação para
promover a integração latino-americana representa o fortalecimento da
luta dos trabalhadores. E é isso o que propôs a Fenametro, depois da
participação do Chile, Venezuela, Argentina e Cuba em seu 2º
Congresso: realizar no primeiro semestre de 2006 um Encontro
Latino-Americano de Trabalhadores Metro-ferroviários. Conforme
declarou o presidente da Fenametro, Wagner Fajardo, “a integração dos
trabalhadores deste estratégico setor da economia fortalecerá a luta
contra os avanços neoliberais”.
O momento é agora!