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Nº 477 - 25/08/2005

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Editorial

Trabalhadores da América Latina unidos

Além de uma propícia oportunidade para que os metroviários do Brasil realizassem debates sobre a situação do país, traçando ações para que a categoria garanta seus direitos, o 2º Congresso Nacional dos Metroviários representou a integração dos trabalhadores metroviários da América Latina.

Delegações do Chile, Venezuela, Argentina e Cuba participaram do evento, possibilitando a troca de experiências e busca de soluções para os problemas que prejudicam a categoria e os cidadãos destes países. Por mais que Cuba não conte com o transporte metroviário, o companheiro Sotero Labrador relatou o quanto o povo sofre com a falta de estruturação do sistema de transporte cubano, fruto do embargo criminoso imposto pelos EUA, há meio século.

No movimento sindical, o objetivo da luta nestes países é o mesmo: garantir a defesa e ampliação de conquistas dos trabalhadores e combater o neoliberalismo que, representado pelos EUA, não demonstra sinais de arrefecimento.

Para todas as delegações estrangeiras presentes é unânime a idéia de que os trabalhadores têm que aprimorar sua organização, mantendo-se mobilizados e em unidade para podermos nos defender de ações como a que golpeou os venezuelanos, quando a oposição a Hugo Chávez suspendeu o abastecimento de petróleo para o seu próprio povo. Neste momento, quem socorreu a Venezuela foi o governo Lula, que ordenou o envio de navios da Petrobrás para aquele país, reconhecendo a natureza do golpe e apoiando o governo revolucionário bolivariano.

Certamente, Lula foi o protagonista da otimização das relações entre os latino-americanos, fato este que os próprios estrangeiros ressaltam em suas intervenções, reconhecendo que uma derrota da esquerda no Brasil, significará um revés em toda a América Latina, com graves conseqüências para a humanidade.

Articulação para promover a integração latino-americana representa o fortalecimento da luta dos trabalhadores. E é isso o que propôs a Fenametro, depois da participação do Chile, Venezuela, Argentina e Cuba em seu 2º Congresso: realizar no primeiro semestre de 2006 um Encontro Latino-Americano de Trabalhadores Metro-ferroviários. Conforme declarou o presidente da Fenametro, Wagner Fajardo, “a integração dos trabalhadores deste estratégico setor da economia fortalecerá a luta contra os avanços neoliberais”.

O momento é agora!

 
 
 
 
 
 

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