Última Edição:
Nº 477 - 25/08/2005

Notícias:

Edições anteriores

 
 

 

 
 
 
 

Opinião do Diretor

Mais uma vitória: diretor Alex deve ser reintegrado

Flávio Montesinos Godoi*

A decisão da categoria de participar da realização do plebiscito contra a Alca, de 3 a 6 de setembro de 2002, tanto internamente quanto junto aos usuários, acabou resultando no afastamento do diretor do Sindicato, Alex Fernandes, para apuração de falta grave, fazendo com que o mesmo tivesse seu contrato de trabalho suspenso desde 21 de julho de 2003.

O Metrô tentou impedir a realização do plebiscito através de ação judicial, mas não conseguiu êxito, porque a decisão final foi que o Sindicato poderia realizar a consulta, desde que não interferisse na circulação de usuários. Porém, apesar disso, houve a tentativa de alguns supervisores do Metrô para impedir o plebiscito.

Várias ações contra a demissão do diretor Alex foram feitas pelo Sindicato e pela Fenametro, dentre elas: abaixo-assinado; denúncia na Câmara Municipal e na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo; Câmara dos Deputados Federais e Senado; ações junto ao ex-ministro do Trabalho, Jaques Wagner; Delegado Regional do Trabalho/SP, Heiguiberto Guiba Della Bella Navarro; Fórum Estadual de Luta contra a Alca; CUT Nacional e Estadual; entre outras.

No julgamento de primeira instância fomos derrotados, pois houve entendimento de que o Sindicato não tinha autonomia para deliberar sobre o assunto, mas no julgamento da segunda instância (TRT), que aconteceu na última terça-feira, 23/8, conseguimos reverter a situação, sobre a justificativa de que a Alca tem interferência direta na vida do trabalhador, portanto é legítima a iniciativa que tivemos.

A decisão por dois votos a um e pela reintegração do diretor do Sindicato, Alex Fernandes, representa uma grande vitória da categoria metroviária, tendo em vista o que tem ocorrido nos últimos anos, quando a empresa vem sistematicamente desrespeitando e interferindo na liberdade e autonomia sindical.

A diretoria do Sindicato agradece e reconhece, especialmente, a atuação do Dr. Magnus Farkatt, advogado do Sindicato que, de forma brilhante, com a sua sustentação no TRT, reverteu um quadro até então desfavorável.

Vale lembrar que temos outra pendência sobre a demissão do diretor do Sindicato, Gentil, por ele ser aposentado e ter completado 55 anos. O mesmo ingressou com uma ação judicial de reintegração em andamento e temos a expectativa de sermos vitoriosos em mais este processo.


* Presidente do Sindicato

 
 
 
 
 
 

voltar