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Nº 480 - 26/10/2005


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Roubo às bilheterias

O Metrô sempre desprezou as propostas apresentadas para o combate aos roubos às bilheterias, tanto pelo nosso Sindicato como pelas CIPAS. Por quê? Ouso arriscar que é para justificar as ações e gastos planejados por pessoas que defendem as ações repressivas em detrimento das preventivas, que é o papel do CSO.

O OPS quer, a qualquer custo, impor a prática de prisão aos ladrões e não de evitar os roubos. Questionado numa reunião com representantes das CIPAS – Linhas e do Sindicato – o chefe do OPS ficou em “saia justa” quando confirmou a tática de retirada dos ASs do mezanino para que a “equipe 1000”, (policiais aposentados), agisse quando do roubo, fazendo da bilheteria desprotegida um convite aos ladrões.

O PAC, popular Kit-Bomba, é outro exemplo da teimosia. Dizia o chefe do OPS, na mesma reunião: “... O PAC é bom, tem diminuído os roubos... funciona bem nos Estados Unidos... o ladrão fica colorido e os vizinhos denunciam...”. Como não bastam os nossos argumentos de que o PAC foi um gasto inútil, e que não ajudam na diminuição dos roubos, o Diário de São Paulo, de 25/09/2005, noticiou o aumento de 88% de roubo às bilheterias. Penha liderou entre as dez mais roubadas, mesmo tendo o famigerado PAC, o que por si só joga por terra a lógica do chefe do OPS, que o PAC funciona e bem contra os roubos.

Recentemente, numa exposição a CIPA – LLO, um técnico (???) do OPS encheu nossos olhos com fotografias e nomes de bandidos, número de prisões, inter-relação entre as quadrilhas, dados sobre câmeras fotográficas e qualidade de imagens. Na ocasião fizemos uma proposta preventiva ao OPS: alocar duas duplas de ASs ou mais priorizando as bilheterias de ART, PÇA, VPA, VTD e PEN por trinta dias para analisarmos se a medida seria eficaz. O técnico recusou. Não estava nos planos do OPS.

Em contra partida, ignorando o aumento das agressões sofridas durante os assaltos e os ferimentos a bala que já atingiram os colegas do CSO, o OPS vem utilizando a tática de posicionar dois ASs distantes um do outro, próximos a bilheteria; outra dupla posicionada na caixa d’água da estação e ASs sem uniforme, portanto rádio transceptor, nos acessos, numa flagrante operação para tentar prender ladrões após o roubo consumado, e não evitá-los, como era a nossa proposta, fortalecendo a idéia repressiva no CSO.

É lamentável que a opção seja esta. Como para algumas armadilhas, inclusive para bandidos, precisa-se de uma isca, pergunto: Quem são as iscas, senhores do OPS?

Odair Guedes – membro da Cipa/LLO

 

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