Espaço Abertol
Roubo às bilheterias
O Metrô sempre
desprezou as propostas apresentadas para o combate aos roubos às
bilheterias, tanto pelo nosso Sindicato como pelas CIPAS. Por quê?
Ouso arriscar que é para justificar as ações e gastos planejados por
pessoas que defendem as ações repressivas em detrimento das
preventivas, que é o papel do CSO.
O OPS quer, a
qualquer custo, impor a prática de prisão aos ladrões e não de evitar
os roubos. Questionado numa reunião com representantes das CIPAS –
Linhas e do Sindicato – o chefe do OPS ficou em “saia justa” quando
confirmou a tática de retirada dos ASs do mezanino para que a “equipe
1000”, (policiais aposentados), agisse quando do roubo, fazendo da
bilheteria desprotegida um convite aos ladrões.
O PAC, popular
Kit-Bomba, é outro exemplo da teimosia. Dizia o chefe do OPS, na mesma
reunião: “... O PAC é bom, tem diminuído os roubos... funciona bem nos
Estados Unidos... o ladrão fica colorido e os vizinhos denunciam...”.
Como não bastam os nossos argumentos de que o PAC foi um gasto inútil,
e que não ajudam na diminuição dos roubos, o Diário de São Paulo, de
25/09/2005, noticiou o aumento de 88% de roubo às bilheterias. Penha
liderou entre as dez mais roubadas, mesmo tendo o famigerado PAC, o
que por si só joga por terra a lógica do chefe do OPS, que o PAC
funciona e bem contra os roubos.
Recentemente, numa
exposição a CIPA – LLO, um técnico (???) do OPS encheu nossos olhos
com fotografias e nomes de bandidos, número de prisões, inter-relação
entre as quadrilhas, dados sobre câmeras fotográficas e qualidade de
imagens. Na ocasião fizemos uma proposta preventiva ao OPS: alocar
duas duplas de ASs ou mais priorizando as bilheterias de ART, PÇA, VPA,
VTD e PEN por trinta dias para analisarmos se a medida seria eficaz. O
técnico recusou. Não estava nos planos do OPS.
Em contra partida,
ignorando o aumento das agressões sofridas durante os assaltos e os
ferimentos a bala que já atingiram os colegas do CSO, o OPS vem
utilizando a tática de posicionar dois ASs distantes um do outro,
próximos a bilheteria; outra dupla posicionada na caixa d’água da
estação e ASs sem uniforme, portanto rádio transceptor, nos acessos,
numa flagrante operação para tentar prender ladrões após o roubo
consumado, e não evitá-los, como era a nossa proposta, fortalecendo a
idéia repressiva no CSO.
É lamentável que a
opção seja esta. Como para algumas armadilhas, inclusive para
bandidos, precisa-se de uma isca, pergunto: Quem são as iscas,
senhores do OPS?
Odair Guedes – membro da Cipa/LLO
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