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Nº 480 - 26/10/2005


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Mais uma pra história

Há menos de um mês, a categoria metroviária sofreu com uma das mais truculentas ações vindas da direção do Metrô, que suspendeu vários operadores de trem e demitiu os dirigentes sindicais Almir de Castro, Ciro Moraes dos Santos, Altino de Melo Prazeres Júnior, e o presidente da Fenametro, Wagner Fajardo.

O argumento usado pela empresa para tentar justificar essa repressão foi a participação destes metroviários na operação restrição de velocidade, que fez parte do plano de lutas da categoria, aprovado em assembléia, para pressionar o Metrô a não retirar direitos da categoria, como a escala base de trabalho, o adicional de periculosidade àqueles que trabalham em área de risco, principalmente na Linha 5, entre outros já apontados nos Bilhetes e Plataformas anteriores.

Mas a tradição de luta, organização, mobilização e unidade da categoria novamente conseguiu reverter todas as punições. Depois de quase parar o Metrô por tempo indeterminado, a empresa propôs desconsiderar todas as retaliações e encaminhar as reivindicações da categoria que, em contrapartida, não poderá fazer manifestações para cobrar o resultado destas negociações durante 60 dias. Diante disso, a assembléia aprovou a proposta do Metrô, suspendeu o movimento grevista e pôde ter seus companheiros reintegrados.

Em meio a toda aquela agitação, a CUT, os deputados estaduais Zico Prado (PT) e Nivaldo Santana (PCdoB), os ferroviários brasileiros e os metroviários de todo o Brasil e Argentina nos enviaram manifestações de apoio, fortalecendo nossa luta contra a intransigência da direção da Cia. Os metroviários reconhecem a importância desta ação e agradecem o apoio de todos os companheiros.

 
 
 
 
 
 

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