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Nº 484 - 03/02/2006


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Vamos  descascar estes abacaxis

 

Em ano de copa do mundo e eleições, iniciamos 2006 organizados para um dos embates mais importantes da história da categoria, que é a luta contra a concessão da Linha 4 – Amarela do Metrô que, se efetivada, colocará em risco a existência do melhor sistema de transporte público do país, beneficiando a iniciativa privada em detrimento da sociedade. No 8º Congresso dos metroviários fervilharão os debates sobre temas de interesses da categoria e que influenciam no seu dia-a-dia e de todos os trabalhadores. Neste meio tempo, a mobilização para a conquista da PR e a preparação das reivindicações para a campanha salarial de maio estarão na pauta do dia, assim como os congressos da CUT estadual e nacional. Além deste conjunto de atividades, temos também que estar preparados para outros embates como:
 

Concessão da Linha 4 – Amarela para a iniciativa privada

Conforme já informamos nos Plataformas anteriores, se depender da direção do Metrô e do governo Alckmin, a entrega da Linha 4 para o setor privado é fato. Com isso, toda a arrecadação da bilheteria e utilização dos espaços para comercialização será destinada ao concessionário, sem contar que se a meta de venda de bilhetes não for alcançada, os cofres públicos pagarão o “prejuízo” da iniciativa privada. Outra conseqüência desta privatização é que o próprio secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, já escancarou que não é possível garantir para os metroviários da Linha 4 a manutenção dos mesmos direitos e conquistas do acordo coletivo da categoria.

O Sindicato já fez protestos em audiência pública, promoveu seminários de discussão, lançou o debate para a grande imprensa, mas a postura da empresa e do governo Alckmin não muda. Temos que intensificar as denúncias deste processo junto aos parlamentares e sociedade civil organizada. Além disso, já estão em andamento as medidas jurídicas para barrar a concessão que está repleta de irregularidades. Temos ainda que organizar uma campanha publicitária para esclarecer a população o que representará esta privatização. Continuamos com a bandeira de defesa de um metrô público, estatal e de qualidade.

CIPA – A orientação é boicotar as inscrições e as eleições!

Mesmo depois de o Sindicato e representantes da CIPA terem encaminhado correspondência ao Metrô, reiterando nossa disposição de manter abertas as negociações e prorrogação dos mandatos, a Cia. intransigente não aceitou nossa proposta e divulgou o calendário das eleições, como forma de impor a realização deste processo, prevendo a redução drástica de CIPAs e cipistas. Não aceitaremos este retrocesso nas condições de saúde e segurança dos metroviários e, portanto, mais uma vez, a orientação é o boicote às eleições. Isso quer dizer que a categoria deve se manter unida e organizada, sem participar de nenhuma etapa do processo da eleição. Não se inscreva para nenhuma das vagas e aqueles que o já tiverem feito, retirem suas inscrições!

Nesta quinta-feira, o Sindicato fez uma denúncia na Delegacia Regional do Trabalho sobre as irregularidades cometidas pelo Metrô e solicitou a intervenção da DRT para garantir a continuidade do funcionamento das CIPAs e o cancelamento do processo eleitoral deflagrado unilateralmente pelo Metrô.

Plano de Carreira

Na metade de 2005, o Metrô interrompeu as negociações sobre o Plano de Carreira, com o argumento de que implantaria um plano piloto em algumas áreas, condição que o Sindicato não concordou, por entender que faltava discutir aspectos importantes sobre este plano. Para nós, há o entendimento de que a implantação do Plano de Carreira é fundamental para organizar a vida profissional dos metroviários e, por isso o Sindicato continua insistindo que o Metrô ouça os trabalhadores para poder dar continuidade a este processo. Reivindicamos junto ao GRH uma reunião com toda a diretoria do Sindicato para esclarecimento e debate sobre a atual situação.

Concursos internos MPs na GMT

Foi deliberado na assembléia que será debatido nas setoriais da GMT uma data para mobilização dos metroviários, cobrando da GMT esclarecimentos sobre a situação das movimentações e concursos internos. Não é mais possível continuar indefinidamente as incertezas e desrespeito com os profissionais que mantêm o Metrô de São Paulo nos trilhos.

Situação dos OEs e AEs

Na reunião realizada em 11/01, a GOP reafirmou sua posição de manter OEs somente em estações que possuam “Retificadoras”. O Sindicato manifestou-se contrário, e continuará lutando para que seja mantido um OE por escala e estação, entendendo que esta é uma função primordial para o restabelecimento de anormalidades técnicas. Esta postura do Metrô tem como objetivo acabar com a função dos OEs, reduzir o número de postos de trabalho e restringir as movimentações na operação. Para enfrentarmos mais este ataque, o Sindicato convoca todos os OEs e AEs para uma nova reunião no dia 14/02, terça-feira, às 10h e 15h, no Sindicato, para discutirmos formas de lutas.

Atenção todos os OTs

O Sindicato convoca todos os OTs para uma reunião dia 09/02, quinta-feira, às 10h e às 16h, no Sindicato, para tratarmos das transferências entre Linhas e assuntos pertinentes ao tráfego.

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