Editorial
Surto generalizado
As investidas do
Metrô e governo do estado contra o patrimônio público e pela
instauração do estado mínimo estão se intensificando. Não bastasse o
desenrolar do processo de concessão da Linha 4 – Amarela ao setor
privado, Cia. e governo estadual estão compactuando com a
terceirização de atividades fim do metrô, como o das bilheterias.
Frente a tudo
isso, a reposta dos metroviários veio em forma de uma grande
mobilização, que quase causou uma paralisação do sistema. Ações
jurídicas, políticas e de comunicação serão determinantes para
informarmos os cidadãos sobre o que representam a terceirização e
privatização de serviços públicos essenciais.
É clara a intenção
da direção da empresa e dos governos municipal e estadual de submeter
a nossa gente ao estado mínimo, quando a sua função vital de planejar
e gerenciar a prestação de serviços públicos é passada para a
iniciativa privada. Isso quer dizer que o estado acaba ficando com a
mínima responsabilidade de transferir verbas, enquanto o transporte, a
saúde e educação públicas tornam-se negócios para organizações sociais
e instituições privadas, como ocorre no município de São Paulo.
As escolas
municipais estão com déficit de 2.300 funcionários, fazendo com que
crianças sejam dispensadas porque não há funcionários para fazerem as
merendas. Muito oportunamente, diante deste caos, a secretaria
municipal de Educação já informou que um pregão escolheu empresas que
serão responsáveis pela contratação de pessoal. E mais uma vez haverá
a terceirização de serviços públicos, e trabalhadores serão
contratados sem concurso público.
Enquanto isso, às
vésperas das eleições, e com a certeza de que seria candidato à
presidência da República, conforme ocorrido em 14/03, Geraldo Alckmin
vai fundo no processo de privatizações e terceirizações.
O surto está
generalizado. Os neoliberais não vêem a hora de privatizar todas as
empresas estatais e serviços públicos, nos deixando como opção viver
sob o estado mínimo.
Muita atenção
neste momento! Só a nossa mobilização poderá salvar nossos empregos,
direitos, conquistas e o serviço público de transporte. Só a nossa
conscientização e contrariedade poderá nos tirar deste sufoco
lastimável do estado mínimo.