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Nº 487 - 02/03/2006


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Editorial

Surto generalizado

As investidas do Metrô e governo do estado contra o patrimônio público e pela instauração do estado mínimo estão se intensificando. Não bastasse o desenrolar do processo de concessão da Linha 4 – Amarela ao setor privado, Cia. e governo estadual estão compactuando com a terceirização de atividades fim do metrô, como o das bilheterias.

Frente a tudo isso, a reposta dos metroviários veio em forma de uma grande mobilização, que quase causou uma paralisação do sistema. Ações jurídicas, políticas e de comunicação serão determinantes para informarmos os cidadãos sobre o que representam a terceirização e privatização de serviços públicos essenciais.

É clara a intenção da direção da empresa e dos governos municipal e estadual de submeter a nossa gente ao estado mínimo, quando a sua função vital de planejar e gerenciar a prestação de serviços públicos é passada para a iniciativa privada. Isso quer dizer que o estado acaba ficando com a mínima responsabilidade de transferir verbas, enquanto o transporte, a saúde e educação públicas tornam-se negócios para organizações sociais e instituições privadas, como ocorre no município de São Paulo.

As escolas municipais estão com déficit de 2.300 funcionários, fazendo com que crianças sejam dispensadas porque não há funcionários para fazerem as merendas. Muito oportunamente, diante deste caos, a secretaria municipal de Educação já informou que um pregão escolheu empresas que serão responsáveis pela contratação de pessoal. E mais uma vez haverá a terceirização de serviços públicos, e trabalhadores serão contratados sem concurso público.

Enquanto isso, às vésperas das eleições, e com a certeza de que seria candidato à presidência da República, conforme ocorrido em 14/03, Geraldo Alckmin vai fundo no processo de privatizações e terceirizações.

O surto está generalizado. Os neoliberais não vêem a hora de privatizar todas as empresas estatais e serviços públicos, nos deixando como opção viver sob o estado mínimo.

Muita atenção neste momento! Só a nossa mobilização poderá salvar nossos empregos, direitos, conquistas e o serviço público de transporte. Só a nossa conscientização e contrariedade poderá nos tirar deste sufoco lastimável do estado mínimo.

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