Contra a
terceirzação da recarga do Bilhete Único

1 - Sindicato,
Fenametro e CUT denunciam terceirização no Ministério Público do
Trabalho em 06/03. 2 - Em 08/03, audiência de Conciliação sem acordo
com o Metrô

Espaço de um módulo de bilheteria é três vezes maior que o espaço
destinado a três trabalhadores terceirizados
1ª ação
Antevendo que esta
iniciativa servirá para introduzir a precarização das relações
trabalhistas e do serviço de transporte público, logo na
segunda-feira, 06/03, o Sindicato, a CUT e a Fenametro estiveram no
Ministério Público do Trabalho, onde protocolaram uma representação
contra o Metrô de São Paulo, com o objetivo de barrar este processo de
privatização predatória. Após ouvir as exposições dos metroviários, a
procuradora do trabalho Drª Oksana deliberou pela realização de uma
audiência com o Metrô no dia 08/03, para que pudesse esclarecer os
fatos.
Assembléia do dia 07/03:
aprovados estado de greve e greve
A situação foi
exposta aos metroviários que, como resposta, aprovaram o estado de
greve, a paralisação de todo o sistema do metrô a partir da zero hora
de sexta-feira, 10/03, e a realização de uma nova assembléia,
quinta-feira, 09/03, para organizarmos a greve.
Audiência de 08/03 no MPT
Sindicato e Metrô
se encontraram em audiência no Ministério Público do Trabalho em uma
tentativa de conciliação, mas não houve acordo. A empresa não
concordou em suspender o funcionamento das cabines-cubículo nas
estações da Linha 2 – Verde, e o Sindicato também não abriu mão de
manter sua mobilização, deixando para a assembléia do dia seguinte
definir os próximos passos.
Assembléia do dia 09/03:
greve adiada, estado de greve mantido
Analisando um
conjunto de fatores e o contexto em que a categoria está envolvida, a
assembléia de quinta-feira, 09/03, suspendeu a realização da greve de
sexta-feira, 10/03, mas aprovou a manutenção do estado de greve.
Os fatores avaliados pelos
metroviários reunidos em assembléia foram os seguintes:
1) Convocada a
assembléia e com toda a imprensa noticiando a greve marcada para
acontecer no dia 10/03, a empresa remeteu uma correspondência ao
Sindicato, esclarecendo que metroviários não serão demitidos e que
postos de trabalho não serão fechados, afirmando ainda que aplicará
uma política de contratação de agentes de estação, também por conta da
expansão das Linhas do Metrô.
2) No dia seguinte
teríamos uma audiência de conciliação com o Metrô no Tribunal Regional
do Trabalho (TRT), quando poderíamos cobrar a oficialização e seu
comprometimento com relação à correspondência citada;
3) O Sindicato já
havia feito uma denúncia na Delegacia Regional do Trabalho, para que
esta tome providências para impedir a precarização das relações do
trabalho e queda da qualidade do serviço de transporte público.
Audiência de 10/03
cancelada!
A pedido do Metrô,
a presidenta do Tribunal Regional do Trabalho cancelou a audiência de
conciliação marcada sexta-feira passada e extinguiu o processo
impetrado pela empresa, pelo fato de não ter ocorrido a greve.
Diante desta
postura antidemocrática e desrespeitosa do Metrô, que já havia
atingido o seu objetivo (que era a suspensão da greve), e logo
providenciou o cancelamento da audiência, evitando o enfrentamento com
os metroviários em mesa de negociação, a diretoria do Sindicato já
cobrou da direção da empresa o estabelecimento de um novo canal de
negociação, para discutirmos a terceirização da recarga do Bilhete
Único.
Pode ser a gota d’água
A terceirização da
recarga do Bilhete Único é apenas a gota d’água para os metroviários,
já que postos de trabalho e o serviço de transporte público
metroviário estão ameaçados pelo processo de concessão da Linha 4 –
Amarela à iniciativa privada.
A categoria
defende que toda e qualquer forma de comercialização do direito de
viagem nas dependências do Metrô (Bilhete Único ou Bilhete Unitário),
seja realizada por metroviários. Temos trabalhadores treinados,
infra-estrutura adequada e o processo de blindagem das bilheterias que
já está em andamento, faltando somente a instalação dos carregadores
dos bilhetes. Com isto, e sendo credenciado diretamente pela SPTrans,
o Metrô poderá proporcionar retorno significante aos cofres da
empresa. Neste aspecto, seus dirigentes estão fazendo uma gestão
temerária, pois pretendem repassar para uma empresa privada os valores
que poderiam beneficiar a empresa.
Por isso,
ressaltamos novamente a importância de todos os metroviários manterem
sua unidade, organização e mobilização nesta luta contra a
terceirização de bilheterias e privatização do metrô, pela manutenção
de nossos empregos, direitos e conquistas.