Última Edição:
Nº 487 - 02/03/2006


Notícias:
a

Edições anteriores

 
 
 
 
 

 

 
 

Contra a terceirzação da recarga do Bilhete Único


1 - Sindicato, Fenametro e CUT denunciam terceirização no Ministério Público do Trabalho em 06/03. 2 - Em 08/03, audiência de Conciliação sem acordo com o Metrô

Espaço de um módulo de bilheteria é três vezes maior que o espaço destinado a três trabalhadores terceirizados

 

1ª ação

Antevendo que esta iniciativa servirá para introduzir a precarização das relações trabalhistas e do serviço de transporte público, logo na segunda-feira, 06/03, o Sindicato, a CUT e a Fenametro estiveram no Ministério Público do Trabalho, onde protocolaram uma representação contra o Metrô de São Paulo, com o objetivo de barrar este processo de privatização predatória. Após ouvir as exposições dos metroviários, a procuradora do trabalho Drª Oksana deliberou pela realização de uma audiência com o Metrô no dia 08/03, para que pudesse esclarecer os fatos.
 

Assembléia do dia 07/03: aprovados estado de greve e greve

A situação foi exposta aos metroviários que, como resposta, aprovaram o estado de greve, a paralisação de todo o sistema do metrô a partir da zero hora de sexta-feira, 10/03, e a realização de uma nova assembléia, quinta-feira, 09/03, para organizarmos a greve.
 

Audiência de 08/03 no MPT

Sindicato e Metrô se encontraram em audiência no Ministério Público do Trabalho em uma tentativa de conciliação, mas não houve acordo. A empresa não concordou em suspender o funcionamento das cabines-cubículo nas estações da Linha 2 – Verde, e o Sindicato também não abriu mão de manter sua mobilização, deixando para a assembléia do dia seguinte definir os próximos passos.
 

Assembléia do dia 09/03: greve adiada, estado de greve mantido

Analisando um conjunto de fatores e o contexto em que a categoria está envolvida, a assembléia de quinta-feira, 09/03, suspendeu a realização da greve de sexta-feira, 10/03, mas aprovou a manutenção do estado de greve.
 

Os fatores avaliados pelos metroviários reunidos em assembléia foram os seguintes:

1) Convocada a assembléia e com toda a imprensa noticiando a greve marcada para acontecer no dia 10/03, a empresa remeteu uma correspondência ao Sindicato, esclarecendo que metroviários não serão demitidos e que postos de trabalho não serão fechados, afirmando ainda que aplicará uma política de contratação de agentes de estação, também por conta da expansão das Linhas do Metrô.

2) No dia seguinte teríamos uma audiência de conciliação com o Metrô no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), quando poderíamos cobrar a oficialização e seu comprometimento com relação à correspondência citada;

3) O Sindicato já havia feito uma denúncia na Delegacia Regional do Trabalho, para que esta tome providências para impedir a precarização das relações do trabalho e queda da qualidade do serviço de transporte público.
 

Audiência de 10/03 cancelada!

A pedido do Metrô, a presidenta do Tribunal Regional do Trabalho cancelou a audiência de conciliação marcada sexta-feira passada e extinguiu o processo impetrado pela empresa, pelo fato de não ter ocorrido a greve.

Diante desta postura antidemocrática e desrespeitosa do Metrô, que já havia atingido o seu objetivo (que era a suspensão da greve), e logo providenciou o cancelamento da audiência, evitando o enfrentamento com os metroviários em mesa de negociação, a diretoria do Sindicato já cobrou da direção da empresa o estabelecimento de um novo canal de negociação, para discutirmos a terceirização da recarga do Bilhete Único.
 

Pode ser a gota d’água

A terceirização da recarga do Bilhete Único é apenas a gota d’água para os metroviários, já que postos de trabalho e o serviço de transporte público metroviário estão ameaçados pelo processo de concessão da Linha 4 – Amarela à iniciativa privada.

A categoria defende que toda e qualquer forma de comercialização do direito de viagem nas dependências do Metrô (Bilhete Único ou Bilhete Unitário), seja realizada por metroviários. Temos trabalhadores treinados, infra-estrutura adequada e o processo de blindagem das bilheterias que já está em andamento, faltando somente a instalação dos carregadores dos bilhetes. Com isto, e sendo credenciado diretamente pela SPTrans, o Metrô poderá proporcionar retorno significante aos cofres da empresa. Neste aspecto, seus dirigentes estão fazendo uma gestão temerária, pois pretendem repassar para uma empresa privada os valores que poderiam beneficiar a empresa.

Por isso, ressaltamos novamente a importância de todos os metroviários manterem sua unidade, organização e mobilização nesta luta contra a terceirização de bilheterias e privatização do metrô, pela manutenção de nossos empregos, direitos e conquistas.
 

voltar