Saúde
Alta pré-datada é crime!
Em
agosto de 2005, o ministério da Previdência Social instituiu o
programa da Cobertura Previdenciária Estimada (Copes), para “reduzir
filas” nas unidades do INSS, suprimir fraudes na concessão de
benefícios e diminuir gastos com perícias.
Pelo programa, o
período de benefício é estipulado pelo perito e pode variar de alguns
dias a dois anos. O trabalhador recebe uma notificação com sua alta
programada, no momento da primeira perícia. Chegado esse prazo, a alta
é automática e os benefícios suspensos.
A Copes, ou Data
Certa, é considerada um sucesso pelo ministério, que afirma ter
eliminado 305 mil auxílios-doença indevidos e reduzido o número de
perícias de 931 mil, em agosto de 2005, para 510 mil em janeiro deste
ano.
Sucesso para o
INSS, desastre para os trabalhadores. A alta programada é um ataque
aos direitos dos cidadãos porque promove o retorno dos segurados ao
trabalho, mesmo sem condições. O drama do trabalhador se agrava,
porque ele é obrigado a procurar o médico do trabalho, que o afasta
por atestar sua incapacidade laborativa. Afastado de suas funções, é
obrigado a aguardar a burocracia do INSS, e enquanto isso não recebe
salário nem auxílio-doença. E pior, as empresas, entre elas o Metrô,
se recusam a abrir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), e o
trabalhador ainda corre o risco de ser demitido.
Contra esta
desumanidade, representantes dos trabalhadores que participaram da 3ª
Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador, em novembro de 2005,
deliberaram pela realização de uma manifestação nacional contra a
Copes do INSS, em 07 de abril, dia mundial da Saúde. Este ato foi
encampado pelo Fórum de Luta em Defesa dos Serviços Públicos Contra a
Privatização.Todos os metroviários que não estiverem trabalhando estão
convidados a participar: sexta-feira, 07/04, às 9h, na Praça Ramos de
Azevedo.