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Nº 489 - 06/04/2006


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Saúde

Alta pré-datada é crime!

Em agosto de 2005, o ministério da Previdência Social instituiu o programa da Cobertura Previdenciária Estimada (Copes), para “reduzir filas” nas unidades do INSS, suprimir fraudes na concessão de benefícios e diminuir gastos com perícias.

Pelo programa, o período de benefício é estipulado pelo perito e pode variar de alguns dias a dois anos. O trabalhador recebe uma notificação com sua alta programada, no momento da primeira perícia. Chegado esse prazo, a alta é automática e os benefícios suspensos.

A Copes, ou Data Certa, é considerada um sucesso pelo ministério, que afirma ter eliminado 305 mil auxílios-doença indevidos e reduzido o número de perícias de 931 mil, em agosto de 2005, para 510 mil em janeiro deste ano.

Sucesso para o INSS, desastre para os trabalhadores. A alta programada é um ataque aos direitos dos cidadãos porque promove o retorno dos segurados ao trabalho, mesmo sem condições. O drama do trabalhador se agrava, porque ele é obrigado a procurar o médico do trabalho, que o afasta por atestar sua incapacidade laborativa. Afastado de suas funções, é obrigado a aguardar a burocracia do INSS, e enquanto isso não recebe salário nem auxílio-doença. E pior, as empresas, entre elas o Metrô, se recusam a abrir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), e o trabalhador ainda corre o risco de ser demitido.

Contra esta desumanidade, representantes dos trabalhadores que participaram da 3ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador, em novembro de 2005, deliberaram pela realização de uma manifestação nacional contra a Copes do INSS, em 07 de abril, dia mundial da Saúde. Este ato foi encampado pelo Fórum de Luta em Defesa dos Serviços Públicos Contra a Privatização.Todos os metroviários que não estiverem trabalhando estão convidados a participar: sexta-feira, 07/04, às 9h, na Praça Ramos de Azevedo.

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