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Nº 491 - 26/04/2006


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Editorial

O petróleo é nosso

No dia 21/04 o Brasil finalmente consagrou-se auto-suficiente na produção de petróleo, a partir da inauguração da plataforma P-50, instalada em Albacora Leste, na Bacia de Campos, litoral norte fluminense. A partir da concretização deste investimento, teremos o volume de petróleo produzido em território nacional igual ou superior ao seu consumo e capacidade de refino.

Contudo, a direita neoliberal vem tentando de todas as maneiras desqualificar esta conquista do governo Lula, com argumentos de que, independente da inauguração da P-50, a Petrobras alcançaria sua auto-suficiência.

Este representa um dos piores apelos da oposição para tirar o mérito do governo federal. Há 30 anos o Brasil importava quase a totalidade do petróleo consumido internamente e agora alcançaremos a produção nacional de 1,91 milhão de barris por dia, 100 mil barris diários acima da necessidade de refino e consumo no país. Atualmente a produção nacional de petróleo está em torno de 1,75 milhão de barris diários, contra um consumo da ordem de 1,8 milhão de barris.

Às vésperas das eleições, tucanos e pefelistas não hesitarão em tentar desqualificar o governo federal, ainda mais porque seu candidato à presidência da República, o ex-governador Geraldo Alckmin, está sendo alvo de investigações sobre suposto envolvimento no esquema de desvio de recursos da Nossa Caixa Nosso Banco para beneficiar parlamentares.

Eles não admitem que o governo FHC perdeu a plataforma continental P-36, em circunstâncias não apuradas à época; que a Petrobras perdeu o monopólio de exploração de petróleo, e teve leiloadas suas jazidas mais lucrativas à exploradores internacionais. É inadmissível para eles que o governo Lula tenha sido um dos que mais investiu na modernização da Petrobrás, permitindo que alcançássemos este resultado.

A política privatista da oposição neoliberal fica cada vez mais desacreditada. A cada dia temos mais comprovações de que a entrega de nossas estatais só prejudica os trabalhadores e o alcance da soberania nacional.

Combatemos a privatização de empresas e serviços estatais, pois invariavelmente são eficientes, competitivas e proporcionam divisas ao país. Este é o caso da Linha 4 – Amarela, da Sabesp, Nossa Caixa Nosso Banco, CTEEP.

Participe da campanha “Diga Não à Privatização do Metrô” e colabore com a luta contra todas as privatizações. Valorize suas conquistas e direitos, e a prestação de serviços essenciais com qualidade e respeito ao cidadão.

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