Editorial
O petróleo é nosso
No dia 21/04 o
Brasil finalmente consagrou-se auto-suficiente na produção de
petróleo, a partir da inauguração da plataforma P-50, instalada em
Albacora Leste, na Bacia de Campos, litoral norte fluminense. A partir
da concretização deste investimento, teremos o volume de petróleo
produzido em território nacional igual ou superior ao seu consumo e
capacidade de refino.
Contudo, a direita
neoliberal vem tentando de todas as maneiras desqualificar esta
conquista do governo Lula, com argumentos de que, independente da
inauguração da P-50, a Petrobras alcançaria sua auto-suficiência.
Este representa um
dos piores apelos da oposição para tirar o mérito do governo federal.
Há 30 anos o Brasil importava quase a totalidade do petróleo consumido
internamente e agora alcançaremos a produção nacional de 1,91 milhão
de barris por dia, 100 mil barris diários acima da necessidade de
refino e consumo no país. Atualmente a produção nacional de petróleo
está em torno de 1,75 milhão de barris diários, contra um consumo da
ordem de 1,8 milhão de barris.
Às vésperas das
eleições, tucanos e pefelistas não hesitarão em tentar desqualificar o
governo federal, ainda mais porque seu candidato à presidência da
República, o ex-governador Geraldo Alckmin, está sendo alvo de
investigações sobre suposto envolvimento no esquema de desvio de
recursos da Nossa Caixa Nosso Banco para beneficiar parlamentares.
Eles não admitem
que o governo FHC perdeu a plataforma continental P-36, em
circunstâncias não apuradas à época; que a Petrobras perdeu o
monopólio de exploração de petróleo, e teve leiloadas suas jazidas
mais lucrativas à exploradores internacionais. É inadmissível para
eles que o governo Lula tenha sido um dos que mais investiu na
modernização da Petrobrás, permitindo que alcançássemos este
resultado.
A política
privatista da oposição neoliberal fica cada vez mais desacreditada. A
cada dia temos mais comprovações de que a entrega de nossas estatais
só prejudica os trabalhadores e o alcance da soberania nacional.
Combatemos a
privatização de empresas e serviços estatais, pois invariavelmente são
eficientes, competitivas e proporcionam divisas ao país. Este é o caso
da Linha 4 – Amarela, da Sabesp, Nossa Caixa Nosso Banco, CTEEP.
Participe da
campanha “Diga Não à Privatização do Metrô” e colabore com a luta
contra todas as privatizações. Valorize suas conquistas e direitos, e
a prestação de serviços essenciais com qualidade e respeito ao
cidadão.