Privatização da Linha 4 -
Amarela
Na mira da Justiça e do
Legilativo
Fiscalização das obras da Linha
4 após desmoronamento do teto do túnel
Campanha contra a privatização ganha
as ruas de São Paulo
O governo estadual
e a direção do Metrô estão prestes a ser derrotados novamente.
Perderam recurso no Tribunal de Justiça (TJ), terão que se explicar no
Ministério Público (MP) sobre as obras da Linha 4 – Amarela e também
no Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre o cancelamento de
contratos para a construção da Linha 4 – Amarela
Governo do estado
e Cia. perderam mais uma batalha ao tentar modificar a decisão tomada
em 23/03, pelo TJ, que suspendeu a licitação de concessão da Linha 4 –
Amarela à iniciativa privada, por avaliar que existem indícios de
ilegalidades e irregularidades no processo.
Em 04/04, o TJ
negou o pedido de revisão da liminar que suspendeu o edital de
licitação da Linha 4. Com isso, a empresa pretendia dar continuidade à
privatização do metrô. Assim a categoria manteve a liminar favorável à
sua causa, mantendo suspenso o processo de licitação.
Quanto à suspensão
imposta pelo TCE em 22/03, a situação continua inalterada. O Tribunal
está realizando uma avaliação criteriosa sobre as condições do edital,
através de seus órgãos técnicos.
O Sindicato,
através do advogado Dr. Paulo Cunha e do gabinete do deputado Nivaldo
Santana (PCdoB), tem acompanhado de perto estes processos, para
podermos, a qualquer momento, desenvolver ações que garantam nossa
luta contra a privatização da Linha 4 – Amarela.
Metrô X
Legislativo
O deputado
estadual Simão Pedro (PT), presidente da Comissão de Serviços e Obras
Públicas da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), e o
deputado Nivaldo Santana solicitarão ao Ministério Público a
instauração de um processo de investigação sobre a obra da Linha 4 –
Amarela, com formação de uma comissão de especialistas para elaboração
de laudo técnico a respeito da segurança da obra.
Junto ao TCE, os
deputados entrarão com uma representação, solicitando uma avaliação
geral dos contratos relativos à construção da Linha 4 – Amarela, para
que possam levantar as irregularidades e ilegalidades cometidas, bem
como identificar os responsáveis pela execução, acompanhamento,
fiscalização e recebimento da obra.
Isso porque, só na
última semana, oito imóveis localizados próximos à obra do túnel que
ligará as Estações Pinheiros e Faria Lima da Linha 4 – Amarela tiveram
que ser evacuados às pressas sob risco de desabamento. No entanto,
ainda há antecedentes mais graves.
Em dezembro
passado, outros imóveis foram engolidos pela mesma obra, por conta do
rompimento da estrutura de sustentação do túnel.
Logo após esta
primeira ocorrência os sindicatos dos Metroviários e dos Engenheiros,
a Cipa Obras e os deputados participaram de uma vistoria no local das
obras, providenciando também o requerimento de Solicitação de
Informação, junto com a apresentação dos contratos de prestação de
serviços do Consórcio Via Amarela, responsável pela obra.
No entanto, em uma
atitude arrogante, o Metrô respondeu que os documentos estão nas
dependências da empresa, e que os interessados em ter acesso ao seu
conteúdo devem retirá-los para tirar cópias.
Diante desta
postura desrespeitosa da empresa de responder dissimuladamente o
requerimento de Solicitação de Informações, e em virtude da grave
ameaça novamente imposta aos moradores lindeiros à obra e aos
trabalhadores, os deputados encabeçarão tais requerimentos, e o
Sindicato acompanhará todos os trâmites deste processo para evitar
maiores prejuízos à sociedade.
Reflexo da vitória
dos metroviários
A vitória dos
metroviários ao barrar o processo de licitação da Linha 4 – Amarela
extrapolou as fronteiras do Metrô. Diante de nossas conquistas obtidas
no TJ e TCE, o governo do estado e a direção da Sabesp congelaram o
processo de licitação que previa a concessão da Estação de Tratamento
de Águas (ETA) do Alto Tietê, até o desfecho do processo em curso no
Metrô.
Isso demonstra que
a mobilização e organização dos trabalhadores contra a privatização de
empresas públicas são muito importantes para barrarmos essa ânsia
privatista do governo do PSDB no estado de São Paulo.
Por este motivo,
também precisamos participar ativamente da campanha contra a
privatização da Nossa Caixa Nosso Banco que, com a interrupção do
processo de concessão da Linha 4 – Amarela e da Sabesp, tornou-se a
bola da vez para os tucanos.
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Serra também
privatiza |
A gestão da cidade de São Paulo, abandonada pelo prefeito José
Serra após um ano e três meses de gestão, já sofre com sua
passagem relâmpago pela prefeitura.
Como
resultado de sua promessa de campanha de melhorar o sistema de
ônibus da cidade, limitou o número de viagem com o Bilhete
Único, tentou reduzir o intervalo de carência de duas horas para
a transferência nos ônibus e finalmente reduziu a frota de
ônibus que circulam na cidade, cedendo à pressão dos donos de
empresas, e submetendo a população a conduções lotadas, demora
nos pontos e maior tempo de deslocamento.
Na
saúde, está tentando reativar o mal fadado "PAS" da gestão Maluf
e Pitta, que arrebentou os hospitais e postos de saúdes,
tornando-se um dos maiores prejuízos que a cidade já viveu. Na
versão Serra, os Hospitais, Postos de Saúde e Unidades Básicas
de Saúde serão entregues às "Organizações Sociais", que terão
como atribuição gerir todos os recursos direcionados à unidade e
administrar os trabalhadores do setor, inclusive burlando a
legislação, ao contratar funcionários sem concurso público e com
salários mais arrochados do que os atuais profissionais.
A justificativa é que
estas instituições não visam lucro e que são mais eficientes na
administração de projetos sociais. Isto é uma grande mentira. Se
pegarmos como exemplo o Hospital Santa Marcelina, em Itaquera,
que é uma das instituições indicadas para participar da
privatização, vemos que a população mais carente é atendida
precariamente em sua unidade, diferente dos portadores de planos
de saúde; e que, como é detentora de uma dívida gigantesca, de
tempos em tempos ameaça suspender o atendimento justamente dos
mais necessitados. Isto para ficarmos em um único exemplo. O
pior é que na educação a idéia é a mesma. Com o discurso de que
cada escola pública vai virar uma excelente escola particular,
estamos vendo as escolas da prefeitura tornarem-se supermercados
da educação. Alerta, Serra quer ser governador! Ai de nós.
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