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Nº 493 - 07/06/2006


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Editorial

Força para os próximos desafios

Se alguém duvidava da combatividade dos metroviários, os acontecimentos de 2006 são determinantes para mostrar que estes trabalhadores mantêm sua tradição de luta.

A tentativa do Metrô de reduzir a quantidade de Cipas e cipistas, em fevereiro, impondo um processo eleitoral unilateral, com o objetivo de cassar os mandatos dos atuais cipistas, encontrou a resistência necessária para conseguimos reverter este processo, restabelecendo poder de negociação em bases mais satisfatórias.

Já no mês de março, nossas vitórias extrapolaram nosso cotidiano! Para impedir a privatização da Linha 4 – Amarela, abrimos uma ampla frente de resistência, com o lançamento da campanha “Diga não à privatização do Metrô”, culminando com várias ações. Entre elas está a suspensão do edital de licitação pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Tribunal de Justiça (TJ), que reconheceram as irregularidades e ilegalidades no processo. Porém, este embate ainda não terminou.

Em flagrante desobediência ao TCE e em desrespeito à decisão ainda não reformada pelo TJ, o Metrô republicou o edital, tentando, num último suspiro moribundo, entregar o Metrô à iniciativa privada.

Fechando o mês com chave de ouro, a conquista da PR quebrou a lógica dos anos anteriores, quando a empresa só pagava a PR depois do período vencido. Com esta negociação, todas as parcelas serão pagas em 2006.

A partir daí, seguimos com fôlego para o nosso 8º Congresso, realizado no final de abril. Apesar de mais uma tentativa da empresa de emperrar nossa organização, dificultando a liberação dos companheiros, contamos com expressiva participação, o que conferiu à categoria grande êxito em mais esta atividade. Saímos dali convictos e com unidade para fechar uma campanha salarial vitoriosos. E foi o que ocorreu!

Valeu a pena a mobilização, participação nas assembléias e atos públicos, chegando ao fim do processo com ganhos históricos, como a periculosidade para os OTs da Linha 5 e o anuênio para todos.

Mas no próximo semestre de 2006 ainda teremos grandes desafios a enfrentar. No estado, o desejo neoliberal de privatizar o Metrô, a Sabesp, a Nossa Caixa, a CEETSP e, até os dados da Secretaria de Segurança Pública, dão a dimensão da importância de elegermos um governante comprometido com a necessidade de recolocar nos trilhos a locomotiva do Brasil, e dar continuidade ao governo popular e democrático que vem recuperando a capacidade do país de promover justiça social com distribuição de renda, sendo esta a principal tarefa dos metroviários, em virtude de seu papel protagonizador de lutas sociais.

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