Última Edição:
Nº 493 - 07/06/2006


Notícias:
a

 

Edições anteriores

 
 
 
 

Opinião do Diretor

Valeu a luta da Linha 5!

José Carlos Barbosa Nobre (Capotão)*

Há anos o Sindicato luta pela igualdade de direitos para todos os companheiros da categoria, principalmente para os trabalhadores da Linha 5 – Lilás. Este trecho foi inaugurado em outubro de 2002 e, desde então, tudo foi imposto de forma diferenciada para os metroviários que atendem a população da região de Santo Amaro à Capão Redondo.

Com o passar do tempo, e com o acúmulo de indignação, a categoria se mobilizou contra a intransigência da Cia., que sempre tentou manter os metroviários divididos entre aqueles que recebem direitos e os excluídos.

Foram inúmeras as tentativas de negociação com a empresa para estabelecer direitos iguais para todos, mas só na campanha salarial de 2005 conseguimos fazer com que ela pagasse o adicional de periculosidade aos companheiros da manutenção da Linha 5. Enquanto isso, os OTs ficaram a ver navios. Continuaram a fazer seu trabalho sob risco, mas sem receber o adicional de periculosidade.

Neste ano, decidimos que não encerraríamos nossa campanha sem a conquista da periculosidade para os OTs da Linha Lilás e do anuênio para todos os metroviários que entraram na empresa depois de maio de 2001. Estas foram nossas principais bandeiras de mobilização, além de outras questões tão importantes quanto.

A presença maciça dos companheiros na assembléia que organizaria a greve do sistema foi o fator determinante para conseguirmos fechar o processo vitoriosos. Os metroviários da Linha 5 exerceram papel fundamental naquele momento, e agora vemos que valeu a pena, ainda mais por termos tornado o metrô menos atrativo para empresas privadas. Isso porque o empresário que pretende explorar a Linha 4 do Metrô, caso ela seja privatizada, terá seu lucro reduzido ao pagar a periculosidade aos metroviários desta linha.

Mas nossa luta não permitirá que cheguemos a este ponto. Vamos intensificar nossa mobilização para barrarmos a Cia. e governo do estado neste projeto que tanto prejudicará a categoria e os usuários do metrô.

Continuaremos a ser esta categoria unificada, organizada e combativa, fazendo funcionar o metrô público, estatal e com a qualidade reconhecida por toda a população.

* Diretor de Políticas Sociais do Sindicato

voltar