Opinião do Diretor
Valeu a luta da Linha 5!
José Carlos Barbosa Nobre (Capotão)*
Há
anos o Sindicato luta pela igualdade de direitos para todos os
companheiros da categoria, principalmente para os trabalhadores da
Linha 5 – Lilás. Este trecho foi inaugurado em outubro de 2002 e,
desde então, tudo foi imposto de forma diferenciada para os
metroviários que atendem a população da região de Santo Amaro à Capão
Redondo.
Com o passar do
tempo, e com o acúmulo de indignação, a categoria se mobilizou contra
a intransigência da Cia., que sempre tentou manter os metroviários
divididos entre aqueles que recebem direitos e os excluídos.
Foram inúmeras as
tentativas de negociação com a empresa para estabelecer direitos
iguais para todos, mas só na campanha salarial de 2005 conseguimos
fazer com que ela pagasse o adicional de periculosidade aos
companheiros da manutenção da Linha 5. Enquanto isso, os OTs ficaram a
ver navios. Continuaram a fazer seu trabalho sob risco, mas sem
receber o adicional de periculosidade.
Neste ano,
decidimos que não encerraríamos nossa campanha sem a conquista da
periculosidade para os OTs da Linha Lilás e do anuênio para todos os
metroviários que entraram na empresa depois de maio de 2001. Estas
foram nossas principais bandeiras de mobilização, além de outras
questões tão importantes quanto.
A presença maciça
dos companheiros na assembléia que organizaria a greve do sistema foi
o fator determinante para conseguirmos fechar o processo vitoriosos.
Os metroviários da Linha 5 exerceram papel fundamental naquele
momento, e agora vemos que valeu a pena, ainda mais por termos tornado
o metrô menos atrativo para empresas privadas. Isso porque o
empresário que pretende explorar a Linha 4 do Metrô, caso ela seja
privatizada, terá seu lucro reduzido ao pagar a periculosidade aos
metroviários desta linha.
Mas nossa luta não
permitirá que cheguemos a este ponto. Vamos intensificar nossa
mobilização para barrarmos a Cia. e governo do estado neste projeto
que tanto prejudicará a categoria e os usuários do metrô.
Continuaremos a
ser esta categoria unificada, organizada e combativa, fazendo
funcionar o metrô público, estatal e com a qualidade reconhecida por
toda a população.
* Diretor de
Políticas Sociais do Sindicato