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Nº 493 - 07/06/2006


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Campanha Salarial 2006

Sucesso foi a marca
desta Campanha

 

 

 

 

Assembléia do dia 29/05, vota pelo encerramento da campanha

 

Quando iniciamos a campanha salarial de 2006, e durante o nosso 8º Congresso, debatemos as dificuldades que enfrentaríamos durante o processo de negociação, e elegemos as principais bandeiras da campanha salarial. A que marcou os objetivos dos metroviários, bem como nossa estratégia de organização, foi a recuperação do adicional por tempo de serviço, retirado da categoria em 2001, após dois dias de greve contra a decisão do TST de cassar todo o nosso acordo coletivo 

Negociações e manifestações

Entregue a pauta de reivindicações ainda em março, as negociações só começaram em 17/05, antevendo um processo difícil e sem grandes avanços.

Durante as reuniões entre o Sindicato, comissão de negociação e Metrô, ficava evidente que a posição da empresa resumia-se em renovar as cláusulas pré-existentes e repor o índice da FIPE. Contudo, aos metroviários não caberia outra providência a não ser preparar um enfrentamento duro e sem trégua, exigindo nossos direitos e conquistas.

Jornal do Usuário, setoriais, decretação da greve e carta aberta à população explicando os motivos da nossa paralisação levaram a empresa, mais uma vez, a apelar ao judiciário na tentativa de inviabilizar nossas ações e impedir nosso direito de greve, sem, porém, ter a intenção de avançar nas negociar.

A posição firme do Sindicato de colocar a bandeira do anuênio como carro chefe da campanha somada à unidade da categoria, que também abraçou bandeiras pontuais como reajuste salarial, aumento real, periculosidade dos OTs da Linha 5, movimentações nas áreas, admissão dos diretores Alex e Gentil, entre outras, deram à campanha salarial de 2006 uma vitalidade que contagiou a todos.

Contra-proposta

Frustradas as negociações diretas com a empresa e a audiência de conciliação no TRT, restou aos metroviários, se preparar para a greve, na assembléia de 29/05. Como última tentativa de acordo, nos comprometemos a aguardar e apreciar uma proposta da Cia. antes das providências para a organização da paralisação.

Por volta das 19hs, recebemos uma carta proposta do Metrô, onde as principais reivindicações da categoria estavam contempladas, inclusive um pequeno percentual de aumento real (2,03%) – algo que nos últimos dez anos foi reivindicado pela categoria, mas nunca atendido.

Porém, o pagamento do anuênio contemplava apenas os metroviários que ingressaram na Cia de maio de 2001 até abril de 2002. Os demais companheiros continuavam excluídos desta conquista.

Na pressão

Seguindo orientação da diretoria do Sindicato, e sem titubear, por unanimidade, os metroviários presentes na assembléia rejeitaram a proposta apresentada pelo Metrô, mesmo correndo o risco de ver retiradas todas as outras conquistas atendidas na carta da empresa.

Como faltava pouco para que a proposta contemplasse a categoria, a assembléia concordou com uma nova tentativa de negociação com a direção do Metrô e governo do estado.

O presidente do Sindicato, Flávio Godoi, fez contato com o presidente da empresa, Luiz Carlos F. David e, paralelamente, o deputado estadual Nivaldo Santana (PCdoB) contatou o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, que, frente à iminência de greve já aprovada pela categoria, resolveram atender a reivindicação de garantir o anuênio a todos os metroviários contratados até 29/05/2006.

Vitória histórica

O recebimento da correspondência encaminhada pela empresa confirmando o pagamento do anuênio para todos, provocou uma explosão de alegria que tomou conta da quadra, que estava tomada pelos metroviários.

Por unanimidade, nossa campanha salarial foi encerrada com uma expressiva vitória da união e determinação de uma categoria que sabe fazer história com sabedoria, responsabilidade e, principalmente, consciência de classe.

Como disseram os presidentes do Sindicato, Flavio Godoi, e da Fenametro, Wagner Fajardo, foi uma vitória muito importante, mas devemos continuar organizados para garantir direitos e conquistas para os companheiros, no presente e também no futuro. Estão todos de parabéns!

O que conquistamos

Os resultados desta campanha salarial têm um significado muito mais abrangente do que podemos avaliar, pois a reconquista do anuênio para todos os metroviários acaba com a sensação de termos na categoria duas classes de trabalhadores, uma com direitos e outra excluída, consagrando que os metroviários que entrarem na empresa a partir de então terão esta conquista defendida pelo conjunto da categoria.

O pagamento da produtividade quebra uma lógica do Metrô de não reconhecer o esforço dos metroviários pela manutenção de um serviço público, estatal e de qualidade reconhecido pela população usuária. A readmissão de um dirigente arbitrariamente demitido, durante a execução de tarefas deliberadas pela entidade sindical, restabelece o reconhecimento da autonomia e organização do Sindicato, ao definir quais lutas e bandeiras serão defendidas por seus dirigentes. Mas, talvez, a vitória mais expressiva tenha sido a conquista do adicional de periculosidade para os companheiros da Linha 5 – Lilás, pois, além de reparar um erro que vinha sendo cometido contra os companheiros OTs, consolida o reconhecimento de que a alimentação aérea também traz riscos elétricos para os trabalhadores envolvidos, inclusive para os futuros companheiros da linha 4- Amarela, que estamos lutando para que seja operada pelo Metrô.

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