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Nº 493 - 07/06/2006


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Metrô extingue o múltiplo de dez na calada da noite

Mal acabaram nossas comemorações pelas conquistas da campanha salarial, e o governo estadual e a Cia. contra-atacaram. Aproveitaram a integração do Bilhete Único e extinguiram o bilhete múltiplo de dez da noite para o dia, usando o argumento de que poucas pessoas o usavam e que pretendiam combater a clonagem do bilhete.

Conversa! Milhares de usuários que utilizam só o Metrô foram prejudicados, pois perderam o desconto e ainda têm que enfrentar filas para comprar o bilhete unitário, que é mais caro. Em relação à clonagem, se a empresa e a secretaria de Segurança Pública tivessem adotado as medidas de combate à comercialização clandestina de bilhetes realizada nas imediações das estações, com certeza não haveria evasão de recursos. A comercialização ilegal dos bilhetes no entorno das estações sempre aconteceu debaixo do nariz das autoridades, sem nenhum tipo de punição.

Outra conseqüência da extinção do múltiplo de dez é o esvaziamento da função do agente de bilheteria, com o objetivo de extinguir a função, passando para a iniciativa privada a administração de toda a arrecadação do Metrô, CPTM, EMTU e SPTrans, promovendo um processo de demissão em larga escala.

O Sindicato está atento às ações da empresa, e está tomando todas as medidas jurídicas cabíveis.

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