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Nº 494 - 10/07/2006


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Editorial

Agora é com você!

Em 06 de julho as campanhas políticas para as eleições de 1º de outubro foram autorizadas, e nós, cidadãos, teremos o dever de cobrar dos candidatos que esclareçam quais são os seus projetos, em nível estadual e federal, principalmente no que diz respeito ao projeto de Geraldo Alckmin de privatizar a Linha 4 – Amarela.

A ação organizada dos metroviários conquistou a interrupção deste desavergonhado processo de entrega do Metrô à iniciativa privada, por meio da mobilização da categoria e sociedade, e de ações judiciais. Mas dependendo do projeto de governo que for aprovado por nós, nas urnas, seremos golpeados pela continuidade desenfreada da privatização do Metrô de São Paulo, da Sabesp, Nossa Caixa e de quantas outras estatais ainda existirem.

Por isso, é primordial estarmos atentos às propostas dos candidatos. A responsabilidade dos trabalhadores neste processo é imensurável. As conseqüências sofridas pela população deixarão seqüelas, resultando em muitas queixas como: redução de postos de trabalho, jornadas extensivas, baixos salários, precarização das relações de trabalho, entre outras. Mas aí será tarde demais.

Nova chance está sendo dada agora!

Aproveitamos o tempo que tivemos até então, deflagrando a campanha “Diga Não à Privatização do Metrô”, mobilizando a sociedade e movendo ações judiciais que estragaram o presente do governo estadual à iniciativa privada.

Como retorno, tivemos o apoio de diversos setores da sociedade, e muito mais. Conquistamos a interrupção da licitação da Linha 4 – Amarela, porque a Justiça nos concedeu uma liminar suspendendo este processo, depois de uma avaliação de que são fortes os indícios de ilegalidades e irregularidades no projeto iniciado pelo governo Alckmin.

A legitimidade de nossa luta foi estampada nas páginas dos jornais, nas rádios e televisões. Conseguimos provar que nossa luta condiz com as nossas necessidades e demonstramos a todos a disposição e capacidade dos metroviários de lutar pelo que há de melhor para os cidadãos.

Os próximos passos terão que ser dados por todos nós. Nossa luta é contra qualquer tipo de privatização e pela garantia do metrô público, estatal e de qualidade.

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