Editorial
Agora é com você!
Em 06 de julho as
campanhas políticas para as eleições de 1º de outubro foram
autorizadas, e nós, cidadãos, teremos o dever de cobrar dos candidatos
que esclareçam quais são os seus projetos, em nível estadual e
federal, principalmente no que diz respeito ao projeto de Geraldo
Alckmin de privatizar a Linha 4 – Amarela.
A ação organizada
dos metroviários conquistou a interrupção deste desavergonhado
processo de entrega do Metrô à iniciativa privada, por meio da
mobilização da categoria e sociedade, e de ações judiciais. Mas
dependendo do projeto de governo que for aprovado por nós, nas urnas,
seremos golpeados pela continuidade desenfreada da privatização do
Metrô de São Paulo, da Sabesp, Nossa Caixa e de quantas outras
estatais ainda existirem.
Por isso, é
primordial estarmos atentos às propostas dos candidatos. A
responsabilidade dos trabalhadores neste processo é imensurável. As
conseqüências sofridas pela população deixarão seqüelas, resultando em
muitas queixas como: redução de postos de trabalho, jornadas
extensivas, baixos salários, precarização das relações de trabalho,
entre outras. Mas aí será tarde demais.
Nova chance está
sendo dada agora!
Aproveitamos o
tempo que tivemos até então, deflagrando a campanha “Diga Não à
Privatização do Metrô”, mobilizando a sociedade e movendo ações
judiciais que estragaram o presente do governo estadual à iniciativa
privada.
Como retorno,
tivemos o apoio de diversos setores da sociedade, e muito mais.
Conquistamos a interrupção da licitação da Linha 4 – Amarela, porque a
Justiça nos concedeu uma liminar suspendendo este processo, depois de
uma avaliação de que são fortes os indícios de ilegalidades e
irregularidades no projeto iniciado pelo governo Alckmin.
A legitimidade de
nossa luta foi estampada nas páginas dos jornais, nas rádios e
televisões. Conseguimos provar que nossa luta condiz com as nossas
necessidades e demonstramos a todos a disposição e capacidade dos
metroviários de lutar pelo que há de melhor para os cidadãos.
Os próximos passos
terão que ser dados por todos nós. Nossa luta é contra qualquer tipo
de privatização e pela garantia do metrô público, estatal e de
qualidade.