Metroviários nas ruas
CONTRA privatização

Metroviários
participam de ato da Coordenação dos Movimentos Sociais – CMS, em
28/06, "Por mais direitos para o povo". Ao lado, assembléia em 03/07,
que suspendeu a greve contra a privatização
O Tribunal de
Justiça (TJ) suspendeu a licitação da Linha 4 – Amarela, cujo edital
foi republicado de forma ilegal pelo governo estadual em 19/05. Com
isso, a privatização deste novo trecho do Metrô foi suspensa
Na última
segunda-feira, 03/07, um aditamento à liminar do Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo, já concedida em 23/03/06, determinou que fosse
suspensa a publicação do edital que viabilizaria a privatização da
Linha 4 – Amarela. Diante de tamanha conquista, a assembléia realizada
neste mesmo dia, da qual participaram, também, o ex-deputado federal
Plínio de Arruda Sampaio (PSol), o deputado estadual Simão Pedro (PT)
e o vereador Paulo Teixeira (PT) aprovou a suspensão da greve que
começaria à zero hora de 04/07.
A decisão tomada
pelo TJ confirmou os indícios de irregularidades e ilegalidades
denunciadas pelo Sindicato desde o início do processo de tentativa de
privatização, e inclusive que a Cia. e governo do Estado não poderiam
ter republicado o edital de licitação antes de seu julgamento.
Durante esta
segunda-feira, o Sindicato tentou persuadir o governo do Estado e o
Metrô a desistir de privatizar a Linha 4 – Amarela, participando da
audiência de conciliação com o Metrô e governo no Tribunal Regional do
Trabalho (TRT).
Outra tentativa de
convencimento de que esta concessão só traria prejuízos aos
trabalhadores da Cia. e à população se deu em uma audiência com o
secretário da Casa Civil do governo do Estado, Antonio Rubens Costa de
Lara, no Palácio dos Bandeirantes, da qual participaram o deputado
estadual Nivaldo Santana (PCdoB), que articulou o encontro; o
presidente do Sindicato, Flávio Godoi, o diretor da Fenametro, Onofre
Gonçalves de Jesus e o vice-presidente da CUT, Wagner Gomes.
Sem êxito nas
tentativas, os metroviários já davam como concretizada a paralisação
do Metrô, e prosseguiram com a realização da assembléia que
organizaria o movimento. Mas no início da noite o advogado do
Sindicato, Dr. Paulo Cunha, surpreendeu a direção da Cia. com o
aditamento da liminar que já havia barrado o processo de licitação da
Linha 4 – Amarela.
Com isso, os
metroviários suspenderam a greve, deixando claro que têm a consciência
de que esta liminar é provisória, pois o governo estadual e o Metrô,
com sua ambição, tentarão retomar a privatização da Linha 4 – Amarela.
Por isso, a
assembléia deliberou pela manutenção do estado de greve, quando a
categoria deve se manter mobilizada e organizada para novos embates, e
para a realização de uma greve contra o desemprego e a falta de
qualidade do transporte metroviário representada pela entrega do nosso
Metrô à iniciativa privada.