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Nº 494 - 10/07/2006


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Metroviários nas ruas
CONTRA  privatização



 
Metroviários participam de ato da Coordenação dos Movimentos Sociais – CMS, em 28/06, "Por mais direitos para o povo". Ao lado, assembléia em 03/07, que suspendeu a greve contra a privatização

 

O Tribunal de Justiça (TJ) suspendeu a licitação da Linha 4 – Amarela, cujo edital foi republicado de forma ilegal pelo governo estadual em 19/05. Com isso, a privatização deste novo trecho do Metrô foi suspensa

Na última segunda-feira, 03/07, um aditamento à liminar do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, já concedida em 23/03/06, determinou que fosse suspensa a publicação do edital que viabilizaria a privatização da Linha 4 – Amarela. Diante de tamanha conquista, a assembléia realizada neste mesmo dia, da qual participaram, também, o ex-deputado federal Plínio de Arruda Sampaio (PSol), o deputado estadual Simão Pedro (PT) e o vereador Paulo Teixeira (PT) aprovou a suspensão da greve que começaria à zero hora de 04/07.

A decisão tomada pelo TJ confirmou os indícios de irregularidades e ilegalidades denunciadas pelo Sindicato desde o início do processo de tentativa de privatização, e inclusive que a Cia. e governo do Estado não poderiam ter republicado o edital de licitação antes de seu julgamento.

Durante esta segunda-feira, o Sindicato tentou persuadir o governo do Estado e o Metrô a desistir de privatizar a Linha 4 – Amarela, participando da audiência de conciliação com o Metrô e governo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Outra tentativa de convencimento de que esta concessão só traria prejuízos aos trabalhadores da Cia. e à população se deu em uma audiência com o secretário da Casa Civil do governo do Estado, Antonio Rubens Costa de Lara, no Palácio dos Bandeirantes, da qual participaram o deputado estadual Nivaldo Santana (PCdoB), que articulou o encontro; o presidente do Sindicato, Flávio Godoi, o diretor da Fenametro, Onofre Gonçalves de Jesus e o vice-presidente da CUT, Wagner Gomes.

Sem êxito nas tentativas, os metroviários já davam como concretizada a paralisação do Metrô, e prosseguiram com a realização da assembléia que organizaria o movimento. Mas no início da noite o advogado do Sindicato, Dr. Paulo Cunha, surpreendeu a direção da Cia. com o aditamento da liminar que já havia barrado o processo de licitação da Linha 4 – Amarela.

Com isso, os metroviários suspenderam a greve, deixando claro que têm a consciência de que esta liminar é provisória, pois o governo estadual e o Metrô, com sua ambição, tentarão retomar a privatização da Linha 4 – Amarela.

Por isso, a assembléia deliberou pela manutenção do estado de greve, quando a categoria deve se manter mobilizada e organizada para novos embates, e para a realização de uma greve contra o desemprego e a falta de qualidade do transporte metroviário representada pela entrega do nosso Metrô à iniciativa privada.

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