Última Edição:
Nº 500 - 09/10/2006

 


Notícias:
a

 

Edições anteriores

 
 
 
 
 
 

 

 
 

Editorial

A direita tenta a revanche
 

O resultado do primeiro turno da eleição presidencial aponta para o acirramento da batalha dos que desejam dar continuidade à construção de uma sociedade progressista contra a tentativa de revanche dos neoliberais, que buscam a retomada de seu projeto de esvaziamento do Estado e precarização dos serviços públicos, a qualquer custo.

A hora exige a conscientização dos trabalhadores para garantir os seus direitos enquanto cidadãos. Convivemos com as forças conservadoras no poder do governo do Estado de São Paulo há mais de uma década, e por mais quatro anos deveremos ter o ex-prefeito José Serra no Palácio dos Bandeirantes, agindo em parceria com o prefeito Gilberto Kassab (PFL).

É urgente que a classe trabalhadora se mobilize para impedir que esta elite imponha seu projeto de privatizações e eliminação de postos de trabalho em todo o país. Os metroviários sabem como foi ter o FHC e Alckmin decidindo o seu futuro, pois passaram “maus bocados” na época.

Suspender o acordo coletivo e não reajustar os salários eram as suas propostas, sem contar com as privatizações que colocaram milhares de trabalhadores no olho da rua e prejudicaram a população por conta da queda da qualidade da prestação de serviços.

Até então o objetivo dessa gente é privatizar a Linha 4 – Amarela, a Sabesp, a Nossa Caixa e sucatear a educação (e eles querem muito mais), sem contar que já terceirizou a saúde pública e é incompetente em oferecer segurança para a população. Neste contexto, também há que se ressaltar as mais de 60 CPIs que foram abafadas durante os 12 anos em que o PSDB governou o Estado de SP. Por isso fique atento ao incentivo ao voto nulo, pois isso representa uma coligação com a direita.

A categoria metroviária precisa dar continuidade à sua trajetória de defesa dos direitos de todo o povo brasileiro e busca de um país com oportunidades para todos, fazendo valer a luta que travou durante mais de 25 anos de organização, como na época das Diretas Já e nos dias atuais, quando luta contra a entrega do metrô para a iniciativa privada.

Vamos à luta para impedir a revanche da direita que quer continuar o que foi interrompido em 2002!

voltar