Editorial
A direita tenta a revanche
O resultado do
primeiro turno da eleição presidencial aponta para o acirramento da
batalha dos que desejam dar continuidade à construção de uma sociedade
progressista contra a tentativa de revanche dos neoliberais, que
buscam a retomada de seu projeto de esvaziamento do Estado e
precarização dos serviços públicos, a qualquer custo.
A hora exige a
conscientização dos trabalhadores para garantir os seus direitos
enquanto cidadãos. Convivemos com as forças conservadoras no poder do
governo do Estado de São Paulo há mais de uma década, e por mais
quatro anos deveremos ter o ex-prefeito José Serra no Palácio dos
Bandeirantes, agindo em parceria com o prefeito Gilberto Kassab (PFL).
É urgente que a
classe trabalhadora se mobilize para impedir que esta elite imponha
seu projeto de privatizações e eliminação de postos de trabalho em
todo o país. Os metroviários sabem como foi ter o FHC e Alckmin
decidindo o seu futuro, pois passaram “maus bocados” na época.
Suspender o acordo
coletivo e não reajustar os salários eram as suas propostas, sem
contar com as privatizações que colocaram milhares de trabalhadores no
olho da rua e prejudicaram a população por conta da queda da qualidade
da prestação de serviços.
Até então o
objetivo dessa gente é privatizar a Linha 4 – Amarela, a Sabesp, a
Nossa Caixa e sucatear a educação (e eles querem muito mais), sem
contar que já terceirizou a saúde pública e é incompetente em oferecer
segurança para a população. Neste contexto, também há que se ressaltar
as mais de 60 CPIs que foram abafadas durante os 12 anos em que o PSDB
governou o Estado de SP. Por isso fique atento ao incentivo ao voto
nulo, pois isso representa uma coligação com a direita.
A categoria
metroviária precisa dar continuidade à sua trajetória de defesa dos
direitos de todo o povo brasileiro e busca de um país com
oportunidades para todos, fazendo valer a luta que travou durante mais
de 25 anos de organização, como na época das Diretas Já e nos dias
atuais, quando luta contra a entrega do metrô para a iniciativa
privada.
Vamos à luta para
impedir a revanche da direita que quer continuar o que foi
interrompido em 2002!