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Nº 500 - 09/10/2006

 


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Opinião do Diretor

Metrus! Cautela na migração

Aparecido José da Silva (Cidão)*

Apesar de haver um apelo por parte da categoria no sentido de se reabrir a migração para o Plano II da Previdência Suplementar - principalmente pelo fato de que desde de 1999, quando foi instituído o Plano II, o Plano I foi fechado a novos participantes e não sofreu nenhuma melhora em sua estrutura, que corrigisse distorções existentes - o Sindicato aguardava a abertura das discussões, no sentido de opinar na formatação da migração ou até mesmo na criação de um novo plano, que aperfeiçoasse os modelos existentes e permitisse aos trabalhadores condições mais justas de migração.

A regra estipulada para a migração - apesar da argumentação do Metrus de ter que ser exatamente a mesma da migração anterior - estipula que cada metroviário levará para o plano II 50% da reserva matemática individual (metade da somatória das contribuições do participante mais as contribuições feitas pelo Metrô) atualizadas, ou somente 100% das contribuições do participante também atualizadas, ou seja, em linhas gerais o metroviário que migrar para o Plano II deixará para trás metade de toda sua poupança ou toda a contribuição do Metrô até aquela data.

A pergunta que se faz é: quem vai se beneficiar do dinheiro do trabalhador? Ou este dinheiro retornará aos cofres da empresa – lembrando que os recursos que ficaram para trás foram aportados pelo Metrô?

A discussão aqui não é se ao realizar o simulado o trabalhador vai ganhar um tostão a mais do que ganharia na Plano I, até porque, segundo o Metrus, os empregados que ganham até R$ 4.500,00 só terão valores diferenciados na suplementação se contribuírem com valores complementares. A questão é que caso migrassem com o total dos valores referentes à sua contribuição, juntamente com o total das contribuições feitas pela patrocinadora à seu favor, o resultado final seria substancialmente diferente.

Além do mais, com a migração para o Plano II, o Metrô não terá que contribuir com o Serviço Passado (valores que os metroviários e a empresa não contribuíram desde a entrada do empregado na Cia até a data de criação do Plano I, e que é custeado integralmente pelo Metrô restando sete anos para ser liquidado). Este recurso poderia muito bem ser destinado ao plano de saúde dos metroviários e até mesmo dos aposentados.

O Sindicato vai procurar assessoramento de atuários que ajude a entender as reais conseqüências da migração, para que, de forma consciente, os metroviários possam optar por pagar ou não um preço tão alto pela migração.

Neste sentido, a categoria deve aguardar até que o Sindicato obtenha as informações (visto que o prazo só se encerra em 15/12), tendo condições para avaliar com serenidade qual a melhor decisão a tomar, sendo que será para toda a vida. Como diz o dito popular: “prudência e canja de galinha não faz mal a ninguém!”

* Conselho Fiscal do Sindicato e Conselheiro do Metrus

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