Estado quer R$ 2 milhões por greve do
dia 15/08
Pra não dizer que não falei das flores - Geraldo
Vandré
O
Sindicato, o presidente da entidade, Flávio Godoi, e 16 diretores da
executiva estão sendo citados em uma ação de indenização impetrada
pela Procuradoria Geral do Estado, no Tribunal de Justiça de São Paulo
na 7ª Vara da Fazenda Pública, que pleiteia indenização de R$ 2
milhões por danos morais à imagem da Cia. do Metrô, solicita a
indisponibilidade dos bens dos 17 diretores e impõe a proibição do
Sindicato realizar nova greve em defesa do patrimônio público, estatal
e de qualidade, ou seja, contra a privatização da Linha 4 – Amarela.
Está fixada multa diária de R$ 100 mil, caso o Sindicato faça nova
paralisação contra este projeto do governo estadual.
A
ação alega que a greve dos metroviários foi política, e que não tinha
o objetivo de defender nenhum interesse dos trabalhadores. O que eles
não citam é que após a centralização do sistema de arrecadação do
Metrô, CPTM e SPTrans, ocorrerão demissões de funcionários das três
empresas, além de não mencionar a precarização que ocorrerá nos
salários, direitos e condições de trabalho dos funcionários que serão
contratados pela empresa privada (conforme ocorre hoje com os
funcionários da recarga do Bilhete Único). Também não explicam que o
processo de licitação contém várias irregularidades e ilegalidades,
que estão sendo questionadas pelo Sindicato e apreciadas pela justiça,
que impediu a contratação da empresa declarada ganhadora na licitação,
até que haja decisão contrária.
Durante os 12 anos
de governo do PSDB, o Sindicato vem sofrendo vários processos. A
ofensiva contra os metroviários neste momento é para garantir a
continuidade da privatização da Linha – 4 Amarela, tentando impedir
nossa resistência nos tribunais.
A categoria
metroviária deverá continuar mobilizada, organizada e com muita
unidade para enfrentar o governo tucano nos próximos quatro anos,
principalmente na luta contra a privatização do metrô.
Nosso Sindicato
foi forjado na luta contra a ditadura militar, quando apenas expressar
idéias representou prisões, torturas e mortes para milhares de
combatentes do povo.
Esta prática dos
governos tucanos em nível federal e nos estados de sempre atacar e
criminalizar os movimentos sociais e os trabalhadores, tem por
objetivo intimidar e impedir a mobilização do povo nas lutas em defesa
dos direitos, das conquistas, contra a entrega do patrimônio público à
iniciativa privada e pela soberania nacional.
Não nos
intimidaremos diante das ameaças e continuaremos intransigentes na
defesa dos direitos dos trabalhadores e do povo brasileiro.
Imagem: Fac simile da liminar contra os metroviários