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Nº 501 - 26/10/2006

 


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Que
Brasil você quer?

Neste domingo, 29/10, tomaremos uma importante decisão, que impactará nos rumos do Brasil nos próximos quatro anos e, conseqüentemente, comprometerá as futuras gerações. Estão em debate dois projetos para o país: um que privilegia a oligarquia decadente, a burguesia parasitária, a destruição do Estado e a submissão à hegemonia americana. Um projeto que durante oito anos expropriou empresas públicas (patrimônio de toda a sociedade), ampliou a miséria e comprometeu o futuro do Brasil. Um projeto que não interessa aos brasileiros.

 

Por outro lado, está em curso um projeto que em pouco tempo mudou a cara do país e dos brasileiros. Um projeto que inverteu a lógica das ações governamentais, dando prioridade ao ser humano, aos mais carentes; uma política de inclusão.

No cenário internacional, o Brasil se tornou protagonista de ações importantes, como a condenação pública na ONU contra a invasão do Iraque pelos EUA; sepultamento da Alca, afastando a espada que balançava sobre nossas cabeças, e a expansão das relações no Mercosul.

Em relação ao comércio exterior, aconteceu a segunda viagem de um governante brasileiro ao Oriente Médio, desde a época do império; houve o estreitamento das relações comerciais com África, Índia, China, entre outros.

Nas políticas internas, proporcionou uma interlocução com os movimentos sociais, sem tratá-los como caso de polícia ou de justiça; implantou uma política de recuperação do salário mínimo; proporcionou a criação de empregos; facilitou acesso à educação para as camadas menos favorecidas da sociedade, com a instituição do ProUni; entre outras.

Depois de anos de repressão e retirada de direitos, começamos a respirar novos ares, mas ainda não está tudo resolvido.

Os rumos da economia não permitiram a aplicação de uma política mais social. As pressões das elites ainda são muito fortes e pautam a área econômica do governo. A realização de superávit primário excessivo impõe sacrifícios aos brasileiros, mas este é um espaço que a sociedade brasileira precisa ocupar para pressionar o governo a colocar a economia a serviço do crescimento social e produtivo. Que no próximo mandato tenha um forte investimento em infra-estrutura com geração de emprego e renda.

O Sindicato dos Metroviários nunca se eximiu de sua responsabilidade de expressar suas opiniões e defender posições que avalia ser corretas. Por este motivo, aliado ao fato de que o 8º Congresso dos Metroviários, realizado em abril deste ano, aprovou o apoio crítico ao projeto de desenvolvimento do Brasil que está em curso, a maioria da diretoria executiva do Sindicato reforça o seu posicionamento de que existem motivos imperativos que justificam o exercício do voto neste projeto popular e democrático, e de que este ato é garantia de cidadania e respeito à luta histórica pelo direito ao voto.

 

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