Que Brasil
você quer?
Neste
domingo, 29/10, tomaremos uma importante decisão, que impactará nos
rumos do Brasil nos próximos quatro anos e, conseqüentemente,
comprometerá as futuras gerações. Estão em debate dois projetos para o
país: um que privilegia a oligarquia decadente, a burguesia
parasitária, a destruição do Estado e a submissão à hegemonia
americana. Um projeto que durante oito anos expropriou empresas
públicas (patrimônio de toda a sociedade), ampliou a miséria e
comprometeu o futuro do Brasil. Um projeto que não interessa aos
brasileiros.
Por outro lado,
está em curso um projeto que em pouco tempo mudou a cara do país e dos
brasileiros. Um projeto que inverteu a lógica das ações
governamentais, dando prioridade ao ser humano, aos mais carentes; uma
política de inclusão.
No cenário
internacional, o Brasil se tornou protagonista de ações importantes,
como a condenação pública na ONU contra a invasão do Iraque pelos EUA;
sepultamento da Alca, afastando a espada que balançava sobre nossas
cabeças, e a expansão das relações no Mercosul.
Em relação ao
comércio exterior, aconteceu a segunda viagem de um governante
brasileiro ao Oriente Médio, desde a época do império; houve o
estreitamento das relações comerciais com África, Índia, China, entre
outros.
Nas políticas
internas, proporcionou uma interlocução com os movimentos sociais, sem
tratá-los como caso de polícia ou de justiça; implantou uma política
de recuperação do salário mínimo; proporcionou a criação de empregos;
facilitou acesso à educação para as camadas menos favorecidas da
sociedade, com a instituição do ProUni; entre outras.
Depois de anos de
repressão e retirada de direitos, começamos a respirar novos ares, mas
ainda não está tudo resolvido.
Os rumos da
economia não permitiram a aplicação de uma política mais social. As
pressões das elites ainda são muito fortes e pautam a área econômica
do governo. A realização de superávit primário excessivo impõe
sacrifícios aos brasileiros, mas este é um espaço que a sociedade
brasileira precisa ocupar para pressionar o governo a colocar a
economia a serviço do crescimento social e produtivo. Que no próximo
mandato tenha um forte investimento em infra-estrutura com geração de
emprego e renda.
O Sindicato dos
Metroviários nunca se eximiu de sua responsabilidade de expressar suas
opiniões e defender posições que avalia ser corretas. Por este motivo,
aliado ao fato de que o 8º Congresso dos Metroviários, realizado em
abril deste ano, aprovou o apoio crítico ao projeto de desenvolvimento
do Brasil que está em curso, a maioria da diretoria executiva do
Sindicato reforça o seu posicionamento de que existem motivos
imperativos que justificam o exercício do voto neste projeto popular e
democrático, e de que este ato é garantia de cidadania e respeito à
luta histórica pelo direito ao voto.