Última Edição:
Nº 501 - 26/10/2006

 


Notícias:
a

 

Edições anteriores

 
 
 
 
 
 

 

 
 

Uma estação, um homem

O problema da falta de quadro de pessoal nas estações é uma constante e, se depender da empresa, tende a piorar. Em reunião realizada com o GOP, o Sindicato abordou os problemas referentes a este assunto e cobrou soluções para regularizar a situação e garantir a segurança dos metroviários e a qualidade da prestação de serviço aos usuários. No entanto, apesar da reivindicação, o GOP informou que a situação deverá permanecer inalterada.

Uma das estações onde há precariedade de condições de trabalho é BFU, conforme constatado pelo diretor da Fenametro, Onofre Gonçalves de Jesus. Ali, a falta de funcionários impõe o abandono ora da linha de bloqueio, onde usuários que sabem da falta de funcionários ficam aguardando o momento para burlar o sistema, ora da SSO, o que é gravíssimo e traz insegurança generalizada para todos os metroviários da estação, que ficam operando no escuro, sem o suporte da SSO. Por procedimento, o abandono da SSO só deve ocorrer em caso de extrema urgência, mediante autorização do CCO. O que era exceção, virou rotina perigosa, praticada com a complacência da direção da empresa.

É geral

Mas como já dissemos, esta é apenas uma das estações onde a segurança dos metroviários e a prestação de serviços estão comprometidas. Em várias outras o quadro é o mesmo, impondo jornadas excessivas, extenuantes intervalos de almoço, nó reduzido e até mesmo suprimido, bem como condições inseguras de trabalho.

O pior é que esta degradação tende a se agravar, pois, ao cobrar do GOP providências sobre a existência de apenas um metroviário na estação CKB, no turno noite, a diretora Elaine Damásio foi informada de que o quadro irá permanecer inalterado.

Esta situação é insustentável, contraria a NR-10 e coloca em risco a vida do trabalhador, que não terá apoio caso ocorra alguma emergência, e dos usuários, que não poderão contar com a atuação deste profissional em caso de acidentes.

Sabemos que o objetivo do Metrô, ao perpetuar este quadro caótico, é acabar com turnos de trabalho e reduzir pessoal. Por este motivo, não se deve aceitar jornadas com horários malucos, como entrar às quatro horas da manhã ou sair após uma hora da madrugada, pois isto alimenta as estratégias de ataque dos direitos dos metroviários.

O Sindicato denunciará esta situação aos órgãos competentes, com o objetivo de garantir a integridade física e mental dos metroviários e a segurança e qualidade da prestação de serviços à população.

 

 

voltar