Uma estação, um
homem
O
problema da falta de quadro de pessoal nas estações é uma constante e,
se depender da empresa, tende a piorar. Em reunião realizada com o GOP,
o Sindicato abordou os problemas referentes a este assunto e cobrou
soluções para regularizar a situação e garantir a segurança dos
metroviários e a qualidade da prestação de serviço aos usuários. No
entanto, apesar da reivindicação, o GOP informou que a situação deverá
permanecer inalterada.
Uma das estações
onde há precariedade de condições de trabalho é BFU, conforme
constatado pelo diretor da Fenametro, Onofre Gonçalves de Jesus. Ali,
a falta de funcionários impõe o abandono ora da linha de bloqueio,
onde usuários que sabem da falta de funcionários ficam aguardando o
momento para burlar o sistema, ora da SSO, o que é gravíssimo e traz
insegurança generalizada para todos os metroviários da estação, que
ficam operando no escuro, sem o suporte da SSO. Por procedimento, o
abandono da SSO só deve ocorrer em caso de extrema urgência, mediante
autorização do CCO. O que era exceção, virou rotina perigosa,
praticada com a complacência da direção da empresa.
É geral
Mas como já
dissemos, esta é apenas uma das estações onde a segurança dos
metroviários e a prestação de serviços estão comprometidas. Em várias
outras o quadro é o mesmo, impondo jornadas excessivas, extenuantes
intervalos de almoço, nó reduzido e até mesmo suprimido, bem como
condições inseguras de trabalho.
O pior é que esta
degradação tende a se agravar, pois, ao cobrar do GOP providências
sobre a existência de apenas um metroviário na estação CKB, no turno
noite, a diretora Elaine Damásio foi informada de que o quadro irá
permanecer inalterado.
Esta situação é
insustentável, contraria a NR-10 e coloca em risco a vida do
trabalhador, que não terá apoio caso ocorra alguma emergência, e dos
usuários, que não poderão contar com a atuação deste profissional em
caso de acidentes.
Sabemos que o
objetivo do Metrô, ao perpetuar este quadro caótico, é acabar com
turnos de trabalho e reduzir pessoal. Por este motivo, não se deve
aceitar jornadas com horários malucos, como entrar às quatro horas da
manhã ou sair após uma hora da madrugada, pois isto alimenta as
estratégias de ataque dos direitos dos metroviários.
O Sindicato
denunciará esta situação aos órgãos competentes, com o objetivo de
garantir a integridade física e mental dos metroviários e a segurança
e qualidade da prestação de serviços à população.