Opinião
Metroviários resistem às agressões da elite com garra e luta
Com 27 anos de
reconhecimento como categoria profissional e 25 anos de fundação de
seus dois principais Sindicatos – São Paulo e Rio de Janeiro – nesta
última terça-feira, os metroviários do PIT deram mais uma demonstração
de combatividade e luta em defesa das entidades que os representam e
paralisaram suas atividades para resgatar o jornal “Metroviários do
Brasil”, da Fenametro, confiscado por um tucaninho – mais realista que
os seus reis bicudos – que repetiu o que já tinha tentado fazer
durante o processo eleitoral.
Além dos
metroviários, participaram da mobilização diretores do Sindicato e da
Fenametro e ativistas do PIT, de todas as áreas e tendências que atuam
na categoria, demonstrando que a defesa de nossas entidades, dos
instrumentos de divulgação da categoria e dos ativistas perseguidos
pela empresa e governos tem sido o principal instrumento de proteção
contra os ataques que tentam desferir contra a categoria, ao longo de
toda a nossa história.
Mas a gana dos
tucanos e pefelistas contra os metroviários tem sido incalculável e
constante nos últimos anos. O processo movido pela Procuradoria Geral
do Estado, a pedido do governador Cláudio Lembo e da diretoria do
Metrô, tenta responsabilizar civil e criminalmente toda a diretoria
executiva do Sindicato pela realização da greve contra a privatização
da Linha 4 no dia 15 de agosto, além de pedir uma indenização de R$ 2
milhões. O Procurador ainda explicita pedido para que a Justiça impeça
qualquer manifestação da categoria contra a PPP da Linha 4, pois
afirma que a tal privatização foi inventada pelo Sindicato.
Esse processo é
uma afronta aos trabalhadores, pois quer impedir a luta da categoria,
criminalizando seus dirigentes e inviabilizando financeiramente o
Sindicato.
A diretoria do
Sindicato e da Fenametro não se intimida diante desta truculência e
está buscando todo o apoio de instituições, personalidades e
organismos internacionais para denunciar esta tentativa do governo do
Estado de SP de calar uma categoria que, além de desenvolver suas
ações cotidianas com muita sabedoria e garra, luta em defesa do
patrimônio público, do Metrô público, estatal e de qualidade e dos
interesses mais gerais dos trabalhadores e da população.
A diretoria do
Sindicato
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