Última Edição:
Nº 502 - 10/11/2006

 


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26/10 - É o nosso dia!

Mais um atentado à
liberdade sindical

A ofensiva neoliberal está desesperada tentando calar a voz dos trabalhadores. Seu empenho para criminalizar o movimento legítimo de resistência dos metroviários e buscar o asfixiamento financeiro do Sindicato chegou ao extremo: o presidente do Sindicato está intimado a prestar depoimento na Polícia Federal

O presidente do Sindicato, Flávio Godoi, foi intimado a comparecer no cartório da Delegacia de Defesa Institucional da Polícia Federal, no dia 14/11, para prestar depoimento sobre a greve de 24 horas realizada no dia 15/08. Isso porque o Metrô instaurou inquérito policial contra o Sindicato.

Esta ação só comprova que o Metrô e governo do Estado querem impedir os metroviários de lutar pela garantia de seus direitos enquanto trabalhadores e cidadãos. Querem criminalizar a luta da classe trabalhadora, tratando-a como “caso de polícia”.

A greve de 15/08 deveria ser encarada como um ato de defesa do patrimônio público e, por conseguinte, uma obrigação intrínseca da função pública.

Fora este absurdo, o presidente do Sindicato e toda a diretoria executiva foram citados em ações impetradas pelo Ministério Público Estadual e Procuradoria Geral do Estado. Além disso, Godoi está sendo processado junto com o diretor de Imprensa, Xavier, por conteúdo publicado no jornal Plataforma nº 493. Pra completar, o Metro News se recusou a encartar a última edição do Jornal do Usuário que denunciava as privatizações do Metrô e da Sabesp.

Diante destes fatos, o presidente da Fenametro, Wagner Fajardo, esteve na Câmara dos Deputados, onde participou de audiência com o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Ronaldo José Lopes Leal, para manifestar preocupação à agressão à liberdade sindical que estas ações representam.

O Sindicato e a Fenametro também encaminharam solicitação de audiência pública junto à Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados para denunciar a truculência do Metrô e governo do Estado.

Estão tentando fechar o cerco, mas o Sindicato não se intimidará. Nossas ações continuarão sendo de denúncia, resistência e combate a qualquer medida que venha prejudicar os trabalhadores e a população como um todo.

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