26/10 - É o
nosso dia!
Mais um atentado à
liberdade sindical
A ofensiva neoliberal está desesperada tentando calar a voz dos
trabalhadores. Seu empenho para criminalizar o movimento legítimo de
resistência dos metroviários e buscar o asfixiamento financeiro do
Sindicato chegou ao extremo: o presidente do Sindicato está intimado a
prestar depoimento na Polícia Federal
O presidente do
Sindicato, Flávio Godoi, foi intimado a comparecer no cartório da
Delegacia de Defesa Institucional da Polícia Federal, no dia 14/11,
para prestar depoimento sobre a greve de 24 horas realizada no dia
15/08. Isso porque o Metrô instaurou inquérito policial contra o
Sindicato.
Esta ação só
comprova que o Metrô e governo do Estado querem impedir
os metroviários de lutar pela garantia de seus direitos enquanto
trabalhadores e cidadãos. Querem criminalizar a luta da classe
trabalhadora, tratando-a como “caso de polícia”.
A greve de 15/08
deveria ser encarada como um ato de defesa do patrimônio público e,
por conseguinte, uma obrigação intrínseca da função pública.
Fora este absurdo,
o presidente do Sindicato e toda a diretoria executiva foram citados
em ações impetradas pelo Ministério Público Estadual e Procuradoria
Geral do Estado. Além disso, Godoi está sendo processado junto com o
diretor de Imprensa, Xavier, por conteúdo publicado no jornal
Plataforma nº 493. Pra completar, o Metro News se recusou a encartar a
última edição do Jornal do Usuário que denunciava as privatizações do
Metrô e da Sabesp.
Diante destes
fatos, o presidente da Fenametro, Wagner Fajardo, esteve na Câmara dos
Deputados, onde participou de audiência com o presidente do Tribunal
Superior do Trabalho (TST), ministro Ronaldo José Lopes Leal, para
manifestar preocupação à agressão à liberdade sindical que estas ações
representam.
O Sindicato e a
Fenametro também encaminharam solicitação de audiência pública junto à
Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados para denunciar a
truculência do Metrô e governo do Estado.
Estão tentando
fechar o cerco, mas o Sindicato não se intimidará. Nossas ações
continuarão sendo de denúncia, resistência e combate a qualquer medida
que venha prejudicar os trabalhadores e a população como um todo.