Última Edição:
Nº 502 - 10/11/2006

 


Notícias:
a

 

Edições anteriores

 

 
 

Editorial

Fazer valer o nosso voto

O povo brasileiro deu uma lição à elite brasileira, demonstrando que sabe o que quer, tanto para o presente quanto para a posteridade. A turma do desmonte do Estado sentiu o chacoalhão depois da apuração dos votos do segundo turno desta eleição presidencial, quando foram totalizados mais de 58 milhões de votos (ou mais de 60% dos votos válidos) para Lula, contra a ocupação da direita neoliberal no Planalto Central. O candidato Geraldo Alckmin não conseguiu, ao menos, manter a quantidade de votos que teve no primeiro turno. Perdeu de lavada!

O Brasil agora prossegue no caminho do desenvolvimento; da valorização de sua terra e de seu povo. Prosseguimos também com o fortalecimento das relações com os paises da América Latina e os considerados subdesenvolvidos. A participação do Brasil na Alca continuará inviabilizada, e o Mercosul deverá ser valorizado – tudo o que seria deixado para segundo plano se a direita neoliberal tivesse ganhado o eleitorado brasileiro.

Nosso país deu mais um importante passo em sua história, e de todo o mundo. A vitória de Lula representa a vitória dos trabalhadores, da dignidade contra a injustiça.

Neste ponto, também comemoramos a consciência do povo contra as privatizações de nossas estatais. Conforme pesquisa realizada pelo Ipesp, em parceira com o jornal Valor Econômico, a entrega do patrimônio brasileiro é rejeitada por 70% do eleitorado.

A disposição do governo Lula de manter o Brasil em um rumo progressista já é conhecida, mas não é por isso que os trabalhadores devem achar que seus problemas estão resolvidos. Mesmo porque, o assédio da direita elitista para contrariar e fazer valer seus interesses não cessará. Muito ao contrário. Vai piorar.

Também por isso, portanto, todas as entidades que compõem os movimentos sociais devem ocupar os seus espaços e fazer valer o seu voto. O período de abertura foi prorrogado, e os cidadãos devem, sim, dialogar e cobrar tudo o que lhes foi prometido. Ou seja, um Brasil soberano, e não subserviente; democrático, e não autoritário; desenvolvido, e não estagnado; socialmente justo, e não repleto de exclusão social. Vamos nessa! Nosso caminho rumo ao desenvolvimento já está trilhado! O final dependerá muito de nós.

voltar