Editorial
Fazer valer o nosso voto
O povo brasileiro
deu uma lição à elite brasileira, demonstrando que sabe o que quer,
tanto para o presente quanto para a posteridade. A turma do desmonte
do Estado sentiu o chacoalhão depois da apuração dos votos do segundo
turno desta eleição presidencial, quando foram totalizados mais de 58
milhões de votos (ou mais de 60% dos votos válidos) para Lula, contra
a ocupação da direita neoliberal no Planalto Central. O candidato
Geraldo Alckmin não conseguiu, ao menos, manter a quantidade de votos
que teve no primeiro turno. Perdeu de lavada!
O Brasil agora
prossegue no caminho do desenvolvimento; da valorização de sua terra e
de seu povo. Prosseguimos também com o fortalecimento das relações com
os paises da América Latina e os considerados subdesenvolvidos. A
participação do Brasil na Alca continuará inviabilizada, e o Mercosul
deverá ser valorizado – tudo o que seria deixado para segundo plano se
a direita neoliberal tivesse ganhado o eleitorado brasileiro.
Nosso país deu
mais um importante passo em sua história, e de todo o mundo. A vitória
de Lula representa a vitória dos trabalhadores, da dignidade contra a
injustiça.
Neste ponto,
também comemoramos a consciência do povo contra as privatizações de
nossas estatais. Conforme pesquisa realizada pelo Ipesp, em parceira
com o jornal Valor Econômico, a entrega do patrimônio brasileiro é
rejeitada por 70% do eleitorado.
A disposição do
governo Lula de manter o Brasil em um rumo progressista já é
conhecida, mas não é por isso que os trabalhadores devem achar que
seus problemas estão resolvidos. Mesmo porque, o assédio da direita
elitista para contrariar e fazer valer seus interesses não cessará.
Muito ao contrário. Vai piorar.
Também por isso,
portanto, todas as entidades que compõem os movimentos sociais devem
ocupar os seus espaços e fazer valer o seu voto. O período de abertura
foi prorrogado, e os cidadãos devem, sim, dialogar e cobrar tudo o que
lhes foi prometido. Ou seja, um Brasil soberano, e não subserviente;
democrático, e não autoritário; desenvolvido, e não estagnado;
socialmente justo, e não repleto de exclusão social. Vamos nessa!
Nosso caminho rumo ao desenvolvimento já está trilhado! O final
dependerá muito de nós.