Opinião
Um abraço negro, um sorriso negro
Dia
20 de novembro é feriado municipal, porque é dia da Consciência Negra.
A promulgação deste feriado se deu em 2004, em homenagem à Zumbi dos
Palmares, que foi assassinado neste dia, em 1695, em uma emboscada no
Estado de Pernambuco, após liderar uma resistência que culminou na
destruição do quilombo Palmares.
Mas acima de tudo,
foi promulgada para estimular a conscientização de todos sobre a
urgência de nos unirmos pelo fim da discriminação racial, pela
diminuição das desigualdades sociais, justa distribuição de renda e
oportunidades para todos.
Passou-se o tempo
em que a população negra de todo o mundo era objeto de exploração e
desvalorização. Está mais que tarde para valorizarmos de fato a luta e
resistência dos negros, favorecendo a identidade racial e auto-estima
deste povo, que tem o direito à dignidade e merece ser respeitado
tanto quanto qualquer outro ser humano.
Neste aspecto,
temos que valorizar governos como o do presidente Lula, que garantem
espaços para os negros e pobres nas universidades, com a política de
cotas e o ProUni, por exemplo. No entanto, isso é o mínimo que pode
ser feito pelos negros, tão marginalizados em nossa sociedade, ainda
no século XXI.
Precisamos acabar
com as raízes do preconceito racial e social. Precisamos acabar com a
marginalização dos negros e fomentar a inclusão destas pessoas na
sociedade, para vivermos uma verdadeira democracia racial. Por isso
insistimos na urgência de haver oportunidades para todos.
Situações como a
que uma companheira passou recentemente, quando os próprios
metroviários a trataram com absoluta falta de respeito e
discriminação, simplesmente pelo fato de ser negra, devem ser
repudiadas e combatidas veemente. A discriminação é crime.
Pela primeira vez
o feriado municipal do Dia da Consciência Negra cairá em um dia útil,
já que me 2004 e 2005 caíram no sábado e domingo. Com isso, a maioria
das pessoas deverá parar para refletir sobre o porque da existência
deste feriado.
Atitudes mínimas
fazem a diferença. Precisamos abolir atos de discriminação de nossas
casas, de nossos locais de trabalho e por aí afora. O valor das
pessoas não é reconhecido pela cor de sua pele, mas pela sua
dignidade, caráter e competência. É em busca deste discernimento que
lutamos. Faça a sua parte companheiro
Almir de
Castro, diretor da secretaria da Disc. Racial .
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