Última Edição:
Nº 502 - 10/11/2006

 


Notícias:
a

 

Edições anteriores

 

 
 

Opinião

Um abraço negro, um sorriso negro

Dia 20 de novembro é feriado municipal, porque é dia da Consciência Negra. A promulgação deste feriado se deu em 2004, em homenagem à Zumbi dos Palmares, que foi assassinado neste dia, em 1695, em uma emboscada no Estado de Pernambuco, após liderar uma resistência que culminou na destruição do quilombo Palmares.

Mas acima de tudo, foi promulgada para estimular a conscientização de todos sobre a urgência de nos unirmos pelo fim da discriminação racial, pela diminuição das desigualdades sociais, justa distribuição de renda e oportunidades para todos.

Passou-se o tempo em que a população negra de todo o mundo era objeto de exploração e desvalorização. Está mais que tarde para valorizarmos de fato a luta e resistência dos negros, favorecendo a identidade racial e auto-estima deste povo, que tem o direito à dignidade e merece ser respeitado tanto quanto qualquer outro ser humano.

Neste aspecto, temos que valorizar governos como o do presidente Lula, que garantem espaços para os negros e pobres nas universidades, com a política de cotas e o ProUni, por exemplo. No entanto, isso é o mínimo que pode ser feito pelos negros, tão marginalizados em nossa sociedade, ainda no século XXI.

Precisamos acabar com as raízes do preconceito racial e social. Precisamos acabar com a marginalização dos negros e fomentar a inclusão destas pessoas na sociedade, para vivermos uma verdadeira democracia racial. Por isso insistimos na urgência de haver oportunidades para todos.

Situações como a que uma companheira passou recentemente, quando os próprios metroviários a trataram com absoluta falta de respeito e discriminação, simplesmente pelo fato de ser negra, devem ser repudiadas e combatidas veemente. A discriminação é crime.

Pela primeira vez o feriado municipal do Dia da Consciência Negra cairá em um dia útil, já que me 2004 e 2005 caíram no sábado e domingo. Com isso, a maioria das pessoas deverá parar para refletir sobre o porque da existência deste feriado.

Atitudes mínimas fazem a diferença. Precisamos abolir atos de discriminação de nossas casas, de nossos locais de trabalho e por aí afora. O valor das pessoas não é reconhecido pela cor de sua pele, mas pela sua dignidade, caráter e competência. É em busca deste discernimento que lutamos. Faça a sua parte companheiro

Almir de Castro, diretor da secretaria da Disc. Racial .

 

Atenção: Os artigos assinados não traduzem necessariamente a opinião do Sindicato. Os artigos podem ter no máximo 20 linhas de 70 toques. As colunas são de responsabilidade das secretarias que as utilizam.

voltar