Opinião
Os trabalhadores e a reforma da Previdência
Às vésperas das
eleições, sorrateiramente ventilava pelos meios de comunicação a já
conhecida reforma da Previdência, necessária talvez na busca de um
equilíbrio entre receita e despesas (receitas geradas pelos
trabalhadores e despesas geradas pelas Georginas da vida).
É do conhecimento
de todos que os dois principais presidenciáveis elaboravam estudos
para mais uma reforma da Previdência (reforma da reforma), e,
portanto, podemos considerá-la como inevitável. Sendo assim, os
trabalhadores precisam estar atentos a quem caberá o ônus desta
reforma.
Os trabalhadores
estão cansados de arcar com dívidas da qual não são devedores, haja
vista que ainda sangram nos trabalhadores as feridas causadas pela
reforma da Previdência realizada no governo do sr. FHC.
Cabe às centrais
sindicais, sindicatos de classe e entidades idôneas definir rumos
importantes e deixar claro aos trabalhadores quais são as suas
intenções para que mais tarde não sejamos surpreendidos novamente e
nem os únicos a pagar a conta de novo.
Esperamos um
critério de equilíbrio e manutenção de direitos. Não podemos assistir
a crucificação dos trabalhadores, como ocorreu no governo de FHC,
porque em se tratando de gerar receitas ou cortar despesas, correm ao
chão da fábrica para retirar a garrafa da qual o trabalhador serve-se
de um cafezinho e achar que todos os problemas financeiros foram
resolvidos, da forma como têm agido os governos intelectuais do
passado.
Rubens Xavier
de Miranda, um trabalhador cansado de pagar as dívidas alheias
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