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Nº 501 - 26/10/2006

 


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Opinião

Os trabalhadores e a reforma da Previdência

Às vésperas das eleições, sorrateiramente ventilava pelos meios de comunicação a já conhecida reforma da Previdência, necessária talvez na busca de um equilíbrio entre receita e despesas (receitas geradas pelos trabalhadores e despesas geradas pelas Georginas da vida).

É do conhecimento de todos que os dois principais presidenciáveis elaboravam estudos para mais uma reforma da Previdência (reforma da reforma), e, portanto, podemos considerá-la como inevitável. Sendo assim, os trabalhadores precisam estar atentos a quem caberá o ônus desta reforma.

Os trabalhadores estão cansados de arcar com dívidas da qual não são devedores, haja vista que ainda sangram nos trabalhadores as feridas causadas pela reforma da Previdência realizada no governo do sr. FHC.

Cabe às centrais sindicais, sindicatos de classe e entidades idôneas definir rumos importantes e deixar claro aos trabalhadores quais são as suas intenções para que mais tarde não sejamos surpreendidos novamente e nem os únicos a pagar a conta de novo.

Esperamos um critério de equilíbrio e manutenção de direitos. Não podemos assistir a crucificação dos trabalhadores, como ocorreu no governo de FHC, porque em se tratando de gerar receitas ou cortar despesas, correm ao chão da fábrica para retirar a garrafa da qual o trabalhador serve-se de um cafezinho e achar que todos os problemas financeiros foram resolvidos, da forma como têm agido os governos intelectuais do passado.

Rubens Xavier de Miranda, um trabalhador cansado de pagar as dívidas alheias

 

Atenção: Os artigos assinados não traduzem necessariamente a opinião do Sindicato. Os artigos podem ter no máximo 20 linhas de 70 toques. As colunas são de responsabilidade das secretarias que as utilizam.

 

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