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Nº 503 - 14/12/2006

 

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2007 promete
A luta apenas começou!

O Sindicato deseja a toda categoria metroviária um ótimo Natal e que em 2007 tenhamos êxito em todas as nossas lutas. Que o próximo ano seja melhor para todos nós! Mas como “nada vem de graça, nem o pão nem a cachaça”, nossos esforços deverão ser redobrados. Nossa luta só começou companheiros!

A suspensão da liminar que impedia a continuidade do processo de privatização da Linha 4 – Amarela, que permitiu a contratação do consórcio MetroQuatro para explorar a Linha 4 durante 30 anos, foi um dos fatos mais graves ocorridos em todo o ano de 2006.

Na rabeira dele, vem a persistência para a implantação de PPPs em SP, com prioridade para a Linha 5 – Lilás, que será a menina dos olhos do governo Serra, conforme já divulgado na imprensa. Mas em momento algum os metroviários retraíram sua oposição a tal projeto.

A diretoria do Sindicato solicitou ao governador Cláudio Lembro uma audiência para debater a forma como está ocorrendo a expansão da malha metroviária em SP e entregar as assinaturas colhidas contra a privatização do Metrô. O governador aceitou, e marcou para a conversa para sexta-feira, 22/12.

Isso ocorreu no dia 4/12, no canteiro de obras da futura estação Pinheiros, durante protesto contra a privatização da linha, realizado pelos diretores do Sindicato e Fenametro, enquanto o governador e a direção da empresa comemoravam o andamento da PPP da Linha 4.

Esta foi a segunda manifestação que a categoria realizou contra a entrega do Metrô para a iniciativa privada, depois que os juizes da 3ª Câmara da Fazenda Pública derrubaram a liminar que garantia a suspensão da PPP da Linha 4, em 28/11.

A primeira aconteceu no momento em que o governo do Estado e a direção da empresa assinaram o contrato de “precarização” da linha 4 – Amarela, ou seja, no dia seguinte ao julgamento no TJ, 29/11. A passeata organizada pelas centrais sindicais para reivindicar a valorização do salário mínimo e o reajuste da tabela do imposto de renda parou em frente ao edifício Cidade II, em protesto contra a privatização do Metrô.

Por estes motivos, companheiros, no ano que vem teremos que redobrar nossa mobilização, organização e unidade, pois as investidas da empresa e governo estadual certamente serão mais incisivas. Somos o alvo da elite, sedenta para implantar o seu projeto neoliberal em SP.

É por isso que dizemos que a nossa luta só começou. Tudo o que construímos durante mais de 25 anos de organização está ameaçado, e somente nós poderemos reverter esta situação.

Em 2007, mais do que nunca, teremos que estar juntos na luta pela garantia de nossos direitos. Contamos com a conscientização e participação de todos os metroviários!

Feliz Metrô em 2007!

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