Justiça derrota
liminar draconiana!
A
Cia. e o governo do Estado tentaram, mas o direito de lutar contra o
sucateamento do Metrô e a precarização de serviços de transporte
público continua garantido aos metroviários. Essa é mais uma
conquista, mas não plena. A criminalização e cerceamento dos direitos
destes trabalhadores continuam
No dia 10 de
novembro de 2006 o desembargador relator, Thales do Amaral, da 4ª
Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo
devolveu aos metroviários seu direito de fazer greves contra a
extinção de suas conquistas, bem como de todos os cidadãos.
Isso porque a
Procuradoria Geral do Estado, através de ação de indenização impetrada
na 7ª Vara da Fazenda Pública do TJ de São Paulo, havia conquistado
liminar proibindo a categoria de exercer seu direito de greve contra a
implantação da PPP da Linha 4 – Amarela, pretendendo “punir” os
metroviários pela greve de 24 horas realizada no dia 15/08.
Em seu parecer, o
desembargador deixa claro que os argumentos apresentados para a tomada
de tal decisão não têm fundamento: “não se pode pura e simplesmente
dispor para o futuro, em decisão de caráter totalmente abstrato [...].
Os movimentos paredistas e a conformidade deles com a Lei nº 7.783/89
ou com decisões judiciais do Tribunal Regional do Trabalho somente
podem ser analisados à luz de hipóteses concretas, quando de sua
ocorrência, e não na forma pleiteada pelo Estado”.
Portanto, o
direito de greve dos trabalhadores metroviários foi resgatado, mais
continua sob ameaça.
Desde o início de
sua história, a categoria metroviária vem sofrendo ataques de governos
que não admitem a participação dos trabalhadores nas tomadas de
decisão, principalmente as que envolvem seus interesses. Mas isto
nunca intimidou os metroviários, tanto que esta é uma das categorias
que mais acumulou conquistas.
Mais luta
Além de continuar
com as mobilizações e manifestações junto à população, o Sindicato
solicitou audiências públicas na Câmara Federal e na Assembléia
Legislativa de SP para denunciar a privatização da linha 4 – Amarela,
e com o governador do Estado, Cláudio Lembo, dia 22/12, para
questionar a implantação da PPP da Linha 4.