O
mês de março aproxima-se, e iremos nos organizar para realização do
Encontro da Mulher Metroviária, com o objetivo de discutir assuntos
pertinentes à realidade destas cidadãs e buscar a sua inclusão e
melhoria de vida em nossa sociedade. Vale lembrar que não somamos 20%
da categoria metroviária, sendo que este número é ainda menor em
relação à mulher negra. Fora isso, a nossa presença está diminuindo
nos cargos de chefia, e ainda temos de lidar com alguns departamentos
de cultura machista, que expõem as companheiras e não permitem
incluí-las no quadro. Mas é lógico que não alegam que isso ocorre pelo
fato de tratarem com MULHERES.
A violência contra a mulher é um problema mundial
que deve ser banido de todo o mundo. Vivemos em uma sociedade
capitalista, que explora muitos para obter o lucro de poucos. O
sistema é racista, homofóbico e se sustenta pelas desigualdades. O
exemplo disso está no fato de ganharmos menos quando trabalhamos fora,
mesmo tendo maior formação. Somos 51,3% da população e ainda temos que
lutar para conter a violência doméstica, pela igualdade no mercado de
trabalho, por melhores condições de saúde e por uma imagem menos
depreciativa na mídia.
No Brasil, a cada 15 segundos uma mulher é
agredida, por isso, é importante criar grupos de mulheres nos bairros,
escolas, igrejas e sindicatos, pois somente organizadas obteremos
avanços, como a lei n. 11340, chamada lei Maria da Penha, que entrou
em vigor 22 de setembro 2006. Esta é a primeira que caracteriza e
define a violência doméstica e familiar contra a mulher, e pode ser um
dos principais instrumentos para mobilizar a sociedade, para que a
violência não mais aconteça.
As mulheres precisam ser apoiadas para saírem da
situação de violência, retomarem sua autonomia e resgatar seu o amor
próprio. Portanto, temos que exigir empregos para todas as mulheres e
políticas públicas que permitam que elas trabalhem, como construção e
manutenção de creches, escolas infantis com funcionamento em horário
integral, formação continuada para profissionais do serviço público,
incluindo juízes promotores e autoridades policiais, para que em suas
ações não reproduzam a violência.
Nos organizamos para construir outro mundo com
igualdade de oportunidades para todas e todos.
Em breve divulgaremos data, horário e local desta
atividade. Participe e seja protagonista na construção desta
importante mudança em nossa sociedade!