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Nº 503 - 14/12/2006

 

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Opinião

Pelo fim da discriminação e violência contra as mulheres

O mês de março aproxima-se, e iremos nos organizar para realização do Encontro da Mulher Metroviária, com o objetivo de discutir assuntos pertinentes à realidade destas cidadãs e buscar a sua inclusão e melhoria de vida em nossa sociedade. Vale lembrar que não somamos 20% da categoria metroviária, sendo que este número é ainda menor em relação à mulher negra. Fora isso, a nossa presença está diminuindo nos cargos de chefia, e ainda temos de lidar com alguns departamentos de cultura machista, que expõem as companheiras e não permitem incluí-las no quadro. Mas é lógico que não alegam que isso ocorre pelo fato de tratarem com MULHERES.

A violência contra a mulher é um problema mundial que deve ser banido de todo o mundo. Vivemos em uma sociedade capitalista, que explora muitos para obter o lucro de poucos. O sistema é racista, homofóbico e se sustenta pelas desigualdades. O exemplo disso está no fato de ganharmos menos quando trabalhamos fora, mesmo tendo maior formação. Somos 51,3% da população e ainda temos que lutar para conter a violência doméstica, pela igualdade no mercado de trabalho, por melhores condições de saúde e por uma imagem menos depreciativa na mídia.

No Brasil, a cada 15 segundos uma mulher é agredida, por isso, é importante criar grupos de mulheres nos bairros, escolas, igrejas e sindicatos, pois somente organizadas obteremos avanços, como a lei n. 11340, chamada lei Maria da Penha, que entrou em vigor 22 de setembro 2006. Esta é a primeira que caracteriza e define a violência doméstica e familiar contra a mulher, e pode ser um dos principais instrumentos para mobilizar a sociedade, para que a violência não mais aconteça.

As mulheres precisam ser apoiadas para saírem da situação de violência, retomarem sua autonomia e resgatar seu o amor próprio. Portanto, temos que exigir empregos para todas as mulheres e políticas públicas que permitam que elas trabalhem, como construção e manutenção de creches, escolas infantis com funcionamento em horário integral, formação continuada para profissionais do serviço público, incluindo juízes promotores e autoridades policiais, para que em suas ações não reproduzam a violência.

Nos organizamos para construir outro mundo com igualdade de oportunidades para todas e todos.

Em breve divulgaremos data, horário e local desta atividade. Participe e seja protagonista na construção desta importante mudança em nossa sociedade!

Elaine Damásio, Diretora de Assuntos da Mulher

 

Atenção: Os artigos assinados não traduzem necessariamente a opinião do Sindicato. Os artigos podem ter no máximo 20 linhas de 70 toques. As colunas são de responsabilidade das secretarias que as utilizam.

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